Presidenta Dilma abre 67ª Assembleia Geral da ONU

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ONU: Dilma pede urgência na construção de um amplo pacto pela retomada do crescimento global:

Não haverá resposta eficaz à crise enquanto não se intensificarem os esforços de coordenação entre os países e os organismos multilaterais como o G-20, o FMI e o Banco Mundial” Dilma Rousseff presidenta do Brasil, na abertura da 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas

BRASIL ABRE ASSEMBLEIA DA ONU

A presidenta Dilma Rousseff pediu hoje (25), ao discursar na abertura da 67ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, urgência na construção de um amplo pacto pela retomada do crescimento global. Segundo ela, não haverá resposta eficaz à crise enquanto não se intensificarem os esforços de cooperação entre os países e os organismos internacionais.

“Não haverá resposta eficaz à crise enquanto não se intensificarem os esforços de coordenação entre os países e os organismos multilaterais como o G-20, o FMI e o Banco Mundial. Esta coordenação deve buscar reconfigurar a relação entre política fiscal e monetária para impedir o aprofundamento da recessão, controlar a guerra cambial e reestimular a demanda global (…) É urgente a construção de um amplo pacto pela retomada coordenada do crescimento econômico global, impedindo a desesperança provocada pelo desemprego e pela falta de oportunidades”, afirmou.

Dilma criticou os países desenvolvidos por implementarem uma política monetária que prejudica os países em desenvolvimento. De acordo com a presidenta, a valorização artificial das moedas dos países desenvolvidos agrava ainda mais o quadro recessivo global.

“A opção por políticas fiscais ortodoxas vem agravando a recessão nas economias desenvolvidas com reflexos nos países emergentes, inclusive o Brasil. As principais lideranças do mundo desenvolvido ainda não encontraram o caminho que articula ajustes fiscais apropriados e estímulos ao investimento e à demanda indispensáveis para interromper a recessão (…) Os Bancos Centrais dos países desenvolvidos persistem em uma política monetária expansionista que desequilibra as taxas de câmbio. Com isso, os países emergentes perdem mercado devido à valorização artificial de suas moedas, o que agrava ainda mais o quadro recessivo global”, disse.

No discurso, a presidenta disse ainda ser inaceitável que a defesa comercial praticada pelos países em desenvolvimento seja injustamente classificada como protecionismo.

“Não podemos aceitar que iniciativas legítimas de defesa comercial por parte dos países em desenvolvimento sejam injustamente classificadas como protecionismo. Devemos lembrar que a legítima defesa comercial está amparada pelas normas da Organização Mundial do Comércio. O protecionismo e todas as formas de manipulação do comércio devem ser combatidos, pois conferem maior competitividade de maneira espúria e fraudulenta”, afirmou.