Economia: Arno Augustin faz previsões para 2013

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Economia

Brasil entra em 2013 com mais condições de competitividade, assegura Arno Augustin

A queda dos juros, a correção do valor do real frente ao dólar e a redução do preço da energia elétrica permitirão que o Brasil se reposicione no mundo em condições de competitividade muito superiores ao início de 2012, projetou o secretário do Tesouro Nacional na noite desta segunda-feira (10), durante jantar promovido pelo Partido dos Trabalhadores na sede da Federasul, em Porto Alegre. “Este ano, ainda ficará marcado como o período das transformações estratégicas fundamentais para o futuro do Brasil”, adiantou Arno Augustin.

Durante palestra em que fez o balanço das ações de governo e abordou perspectivas para 2013 para empresários e lideranças políticas, Augustin enumerou ações que são a base do crescimento econômico a longo prazo: queda dos juros, câmbio competitivo, investimento, energia, infraestrutura, inovação, educação e distribuição de renda.

Entre os temas, o Economista aprofundou sobre as políticas para novos modelos, regramentos e concessões na área de aeroportos, portos, ferrovias e rodovias; e as taxas de juros.

Conforme Arno Augustin, “o Governo federal está conduzindo importantes mudanças econômicas para incentivar o investimento e propiciar o crescimento sustentável”. Está em curso processo de reordenação de um dos mais importantes preços na economia – a taxa de juros – que implicará em redução de custos das atividades produtivas, com impactos positivos para o financiamento de longo prazo.

Sobre os Juros, o Secretário do Tesouro Nacional afirmou que “a redução das taxas de juros gera uma externalidade positiva importante para o investimento produtivo, em especial para os setores de logística, que demandam volumes crescentes de recursos”. Os novos modelos de concessão e exploração de aeroportos, portos, ferrovias e rodovias, pautados por aumento da concorrência, modicidade tarifária e redução dos custos de logística, criam novas oportunidades de investimentos com rentabilidade adequada.

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, terminou a palestra respondendo a perguntas dos participantes. Na oportunidade, falou sobre a possibilidade de mudança do indexador de correção das dívidas de Estados e municípios com a União. “Hoje, o indexador é o IGP-DI e o governo negocia a possibilidade de adotar a taxa Selic”, adiantou. Segundo Augustin, essa é uma boa ideia que já foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. De acordo com o secretário, “a medida pode ser tomada sem alteração das regras da Lei de Responsabilidade Fiscal, uma vez que esta possibilidade está prevista nos contratos”.

Com PTSul e Agência Estado