Gaúcha concorre a uma vaga no parlamento da Itália

Claudia Antonini, do Partido Democrático, é candidata a deputada nas eleições de fevereiro. Buscar a inserção paritária das mulheres em todos os âmbitos da sociedade é uma de suas propostas. Claudia Antonini, no Brasil, é filiada ao PT em Porto Alegre.

Natural de Porto Alegre, Claudia Antonini morou sete anos na Itália. Genealogista e tradutora pública, há 17 anos, ela tem escritório de consultoria ao lado do consulado, na capital gaúcha. Nesse período, já auxiliou mais de 4 mil famílias de descendentes nos setores de assistência, cultura e pesquisa. É conselheira do Comitê dos italianos no exterior, representando o Rio Grande do Sul, conselheira do Curso de Italiano subsidiado pelo governo da Massolin de Fiori e operadora responsável pelo Patronato Ital Uil no Estado. Claudia Antonini tem mestrado em Relações Públicas Europeias e especialização no Ensino do Italiano para Estrangeiros.

É a segunda vez que Claudia Antonini concorre ao parlamento italiano. Nas últimas eleições, em 2008, ela recebeu mais de 10 mil votos. Atualmente, três das quatro vagas de deputado, na seção América do Sul, são ocupadas por Argentinos. O outro é Fábio Porta, ítalo-brasileiro radicado em São Paulo. Ela é a única candidata do Estado no pleito italiano. A gaúcha Claudia Antonini, 46 anos, concorre ao cargo de deputada pelo Partido Democrático.

“Só quem viveu a mesma história pode levar para a Itália a mesma voz”

Uma das propostas da candidata gaúcha é potencializar os Consulados, garantindo, assim, um atendimento digno e com mais rapidez para o reconhecimento de cidadanias e demais serviços consulares. Atualmente, há mais de 600 mil ítalo-brasileiros na fila aguardando o reconhecimento da cidadania. No Rio Grande do Sul, esse número chega a 50 mil. O prazo para obter a cidadania chega a levar 10 anos. A lei prevê que o prazo não pode ultrapassar 240 dias.

Outras propostas de Claudia Antonini: promover intercâmbios com bolsas de estudo, viagens, cursos e o recíproco reconhecimento de diplomas, incentivando as relações entre universidades italianas e brasileiras; Reformar os Institutos de língua e cultura italiana, criando um projeto unitário que se torne estratégico para a Itália, como já possui a França, com a Aliança Francesa, e a Alemanha, com o Instituto Goethe; Valorizar o papel da mulher e lutar pela inserção paritária das mulheres em todos os âmbitos da sociedade; e requalificar a imagem do Brasil na Itália, promovendo seminários e outras ações.

Eleições ao Parlamento da Itália

Mais de 40 mil eleitores no Rio Grande do Sul, e 300 mil em todo o Brasil, poderão votar nas eleições da Itália. São gaúchos com cidadania italiana. Eles vão escolher seus representantes no parlamento em Roma. A seção América do Sul vai eleger quatro deputados e dois senadores. O período de votação vai de 04 a 21 de fevereiro.

Todos os eleitores de fora da Itália vão receber as cédulas eleitorais em sua casa, por correspondência. Até o dia 21 de fevereiro, os votos devem estar no consulado para serem validados.

Os eleitores devem escolher 2 (dois) candidatos para senador e 2 (dois) candidatos para deputado. Eles precisam ser do mesmo partido. A cédula de votação é enviada para a casa dos cidadãos italianos por correspondência. Até o dia 21 de fevereiro de 2013 os votos devem estar no consulado.