Artigo: MADURO E A CASA GRANDE por Lúcio Costa

Hoje ao ler os jornalões me quedei entre o susto e o espanto, pois me informam que Nicolas Maduro, o candidato socialista a presidência da Venezuela, tem usado abusivamente o nome do falecido presidente Chávez o que desiquilibraria a eleição em desfavor da oposição.

Como assim cara pálida?

O coro dos escribas de Washington secundado pelos papagaios nativos não passou anos a entoar o mantra que Chávez era um “ditador”?

Agora mudou?

Depois de morto virou líder e sinuelo legítimo de seu povo e o único problema é a “manipulação” de seu nome?

Antes, agouravam a saúde de Chávez e, agora morto o querem neutro, esterilizado. Convenhamos, é muita desfaçatez!

Numa conversa que fosse de futebol esse seria o clássico papo do torcedor a encontrar desculpas pela goleada que seu time tomou.

No entanto, como de democracia se trata e, como já estamos maduros no trato com a oligarquia e seus escribas, sabemos que é apenas e simples ranço anti-povo a impugnar a vontade das maiorias quando estas não seguem seus ditames.

Definitivamente, a casa grande não amadureceu para uma democracia em que a senzala mais que voz tenha mando.

Lúcio Costa é advogado e dirigente do PT/RS