Mateando com o Governador: Presidio Central será desativado até 2014

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O programa de rádio Mateando com o Governador desta segunda-feira (22) aborda a situação do Presídio Central, que deverá ser desocupado pelo governo do estado até 2014. Com capacidade para 2 mil presos, em 2011 o presídio estava com 5.300 detentos. Atualmente, o número é de 4.150 e, até o final de 2013, o objetivo é que entre 800 e 1 mil presos sejam encaminhados para outras penitenciárias do estado. O programa Mateando com o Governador é produzido pela Diretoria de Jornalismo da Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital (Secom).

“Nós pretendemos chegar em 2014 com o presídio desocupado ou com tudo encaminhado para a desocupação. Estamos construindo novos presídios e finalizando obras de governos anteriores”. Tarso afirma ainda que o sistema prisional do Estado está melhorando, já que no Presídio Central a situação da saúde mudou significativamente. “O tratamento de saúde já está muito melhor do que antes e gradativamente o sistema está melhorando”.

Tarso diz também que o governo vem fazendo uma profunda reformulação no sistema carcerário gaúcho a partir da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), contratando e treinando servidores. “A nossa intenção é retirar a Brigada Militar do presídio para colocá-la nas suas funções, e estamos tratando de interpor programas de qualificação e formação de mão de obra e de educação nos presídios para que eles cumpram a sua finalidade minimamente recuperativa”, diz Tarso.

Melhores condições de trabalho
O sequestro em Cotiporã e o assassinato de taxistas em Porto Alegre e Santana do Livramento também foram observados pelo governador, já que os casos foram resolvidos rapidamente por uma polícia melhor equipada, com novas tecnologias e melhores condições de trabalho. “Novos policiais militares e civis foram contratados por concurso público, passaram por um novo processo de formação e uma melhoria substancial na sua infraestrutura, inclusive exponencial no Instituto Geral de Perícias, o que permitiu um trabalho de alto nível nos dois casos, além da integração entre as policias”.

Polícia preventiva
O governador ressalta que as Unidades de Polícia Pacificadora instaladas no Rio de Janeiro correspondem no Rio Grande do Sul ao policiamento comunitário. “São ações preventivas de médio e longo prazo, que dão resultado efetivo na segurança pública de um estado”. Tarso destaca ainda que as mudanças verdadeiras na segurança pública são lentas. “Pode-se fazer mudanças impressionistas que não mudam em nada. As mudanças verdadeiras surgem com ações de educação técnica e adequada para o policial, com recursos para que o trabalho seja bem realizado”.

O governador enfatiza que é preciso racionalização e utilização de métodos científicos para trabalhar com prevenção, o que no Estado são representadas pelas ações que se instalam nos Territórios de Paz.