Da Tribuna: Pont repudia massacre do povo do Egito e ditadura militar daquele país

Em nome da bancada do PT na Assembleia, o deputado Raul Pont – presidente do PT/RS – repudiou os atos de violência e os massacres que ocorrem contra a população indefesa do Egito, promovidos por mais um golpe militar. Segundo o deputado, o massacre se dá com o consentimento da diplomacia norte-americana e o silêncio vergonhoso do Conselho de Segurança da ONU.

O parlamentar enfatizou que o Egito vivia a sua primavera democrática depois de longos períodos de ditaduras militares, de fanatismo religioso e de governos autoritários. Segundo ele, muitos desses governos eram até protetores da população mas não respeitavam a democracia. “Não podemos substituir a opinião pública, a soberania popular pela vontade de um general, pela vontade de um grupo econômico, ou até, muitas vezes, por uma orientação religiosa”, destaca. No Brasil, segundo o petista, o golpe militar do Egito foi tratado pela imprensa nacional como um ato bem intencionado, com um esforço enorme da mídia para torná-lo esperançoso e róseo.

Para o petista, não houve, na queda do presidente Mursi, nenhuma justificativa que servisse efetivamente de base legal para a sua deposição. Na sua opinião, a mistura que se estabelece entre religião e Estado é extremamente danosa a qualquer processo democrático. Pont lembrou que o Brasil viveu situação semelhante em 1964, onde a imprensa golpista foi a primeira a justificar que era o golpe contra o comunismo.

Ao final de seu pronunciamento, o parlamentar fez um alerta de que no Brasil há um início de um perigoso processo de partidarização de seitas e de cultos religiosos .