Raul Pont analisa seu mandato à frente da executiva petista

Raul (480x321)

Em entrevista ao Jornal do Comércio desta quinta-feira (14/11), o presidente do PT Estadual fala do seu mandato a frente do partido, das metas atingidas e da reeleição de Tarso e Dilma.
Leia matéria na íntegra.

Próximo de concluir o mandato na presidência estadual do PT, assumido em 2009, o deputado Raul Pont diz ter atingido as metas iniciais estabelecidas pela executiva com a organização do partido em praticamente todo Estado – em apenas “quatro ou cinco” dos 497 municípios a legenda não está organizada.

O parlamentar revela que, no começa da gestão, houve um esforço para o enfrentamento de problemas de ordem administrativo e financeira, com resultados satisfatórios. Na sequência, a disputa interna para escolher os representantes da candidatura petista ao governo do Estado foi bem conduzida, avalia Pont, lembrando a construção de um consenso em torno de Tarso Genro, que possibilitou a sigla discutir uma política de alianças com outras legendas, como o PSB, o PCdoB e PR.

Com a vitória de Tarso ainda no primeiro turno, PDT, PTB e PPL forma integrados à aliança. Pont observa que, além dos resultados eleitorais positivos em 2010, quando a sigla também elegeu a maior bancada estadual até hoje, com 14 deputado, o ano de 2012 foi vitorioso, embora o PT não tenha ganhado em cidades importantes como Porto Alegre, Caxias e Pelotas. “Hoje governamos 72 prefeituras, temos cerca de 85 vice-prefeitos, elegemos aproximadamente 650 vereadores no Estado”, contabiliza.

Agora, Pont vê a necessidade de o partido trabalhar pela reeleição de Tarso e da presidente Dilma Rousseff (PT). O parlamentar entende que a gestão petista no Executivo estadual tem aplicado políticas importantes para a resolução de problemas históricos, mas que “ser governo” acaba gerando alguns problemas com categorias de funcionalismo, especialmente com o sindicato dos professores (Cpers).

O dirigente petista acredita que a próxima executiva estadual deverá avançar “no enraizamento com os movimentos sociais e sindicatos”. Pont lembra ainda as mobilizações de junho, que demonstraram haver a necessidade de reforçar a autocrítica. “Isto é a preocupação desta direção e terá de ser da próxima”, prevê.

Foto Renato Jardim Ribeiro – site Sul21