Artigo: O Partido dos Trabalhadores veio para mudar o Brasil por Ary Vanazzi

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Primeiro, quando da sua fundação, em 1980, erguido pelas mãos dos trabalhadores, com o desafio de lutar contra a opressão da classe trabalhadora. Organizado nas bases da sociedade brasileira, do campo e da cidade, cresceu com a força de sua militância, protagonizando as lutas como as Diretas Já, a Constituinte, o Fora Collor.

Depois, quando chegou a institucionalidade com a tarefa histórica de governar para todos e inaugurando a participação popular e a transparência no parlamento e no executivo. Com a estrela no peito, abre caminho para o amadurecimento político da população brasileira que começa a fazer política, transformando-se no sujeito social das grandes mudanças, levantando bandeiras nunca antes defraudadas pelo povo.

Se ergue, contra as forças reacionários que lutam contra o novo partido, caminhando nas vilas, nos acampamentos, conversando e convencendo companheiros. O PT avança e debate com a sociedade a universalização dos direitos de greve, de organização, dos sindicatos livres do jugo do Estado, a Reforma Agrária, abre caminho para participação das mulheres, dos negros, da juventude e tantos outros segmentos até então discriminados na política brasileira. E não esquece seu Manifesto de Fundação “É preciso que o Estado se torne a expressão da sociedade, o que só será possível quando se criarem condições de livre intervenção dos trabalhadores nas decisões dos seus rumos. Por isso, o PT pretende chegar ao governo e à direção do Estado para realizar uma política democrática, do ponto de vista dos trabalhadores, tanto no plano econômico quanto no plano social.”

Muda a cara das campanhas, com a militância nas ruas, com suas bandeiras e vozes. Elege prefeitos, vereadores, governadores, deputados. E elege o primeiro presidente operário da história do país, levando Luís Inácio Lula da Silva à presidência da República. E partir daí, serão 10 anos de crescimento, do aumento do emprego, da distribuição de renda, do fortalecimento da capacidade de investimentos de Estado, da multiplicação das oportunidades para todos e da redução da desigualdade. Dando continuidade este projeto, com a primeira mulher na presidência do Brasil, Dilma Rousseff.

Ao completar 34 anos, o PT ainda tem muito o que fazer, e sabe disso.
Acertamos muito nestes anos todos, erramos outros tantos, mas sempre com a certeza de que nossos acertos mudaram a sociedade e nossos erros nos ensinaram a rever os rumos e acertar o prumo.
Internamente o partido continua vivo e oxigenado pela sua democracia na organização da militância em tendências, na formação de novos filiados, nos debates com as bases e nas exigências vindas das ruas, cenário de onde nasceu. Renova-se com o debate interno na eleição das direções em todos os níveis – municipal, estadual e nacional- que leva milhares de filiados às urnas no Processo de Eleições Diretas do partido. Inova na composição das novas direções partidárias, em todos os níveis, tornando obrigatória na composição a participação de 50% de mulheres, 20% de jovens com até 30 anos e cota étnica de acordo com a composição da população regional. E avança sem fugir do seu compromisso com o povo brasileiro que o elegeu para governar o País.

Os desafios continuam e nossos governos continuarão mudando o Brasil. No estado, nosso governo colocou o RS em outro patamar nas relações internacionais e uma relação harmonioso com os entes federados. O modo petista de governar tirou pelo menos 30 milhões de brasileiros da pobreza elevando-os a classe média e 15 milhões da pobreza extrema. Colocou o Brasil no cenário internacional como protagonista. Desde 2008, é recordista mundial na geração de emprego, com mais de 20 milhões de postos de trabalho com carteira assinada. Democratizou o acesso ao ensino técnico e universitário, a aquisição da casa própria com o Minha Casa Minha Vida. Aqui no Estado, a volta do PT ao governo do Estado com Tarso Genro, eleito no primeiro turno e reacende a participação popular iniciada no governo Olívio Dutra. Passa a investir os 12% Constitucionais na Saúde, elimina as “escolas de lata”, começa recuperação dos salários dos servidores, e tem como marca o diálogo com os vários setores da sociedade gaúcha.

O PT é rebelde, e ao completar 34 anos, segue se desafiando como na época de sua fundação para a boa luta, e tomou para si – lideranças e militantes- , a Reforma Política, através de uma constituinte exclusiva, com a proibição do financiamento privado das campanhas eleitorais e partidos políticos, entre outras medidas para o aprofundamento da democracia brasileira. Participa ativamente da luta pela democratização dos meios de comunicação, e articula como agenda fundamental a luta pela reforma tributária progressiva que reduza impostos cobrados dos setores assalariados de menor renda, sobre o consumo e produção e taxando as grandes fortunas e do sistema financeiro.

O PT continua mudando o Brasil e não se acomoda em trincheiras, institucionais ou burocráticas. Continua debatendo sua intervenção na vida do povo brasileiro com um debate de esquerda, democrático e militante. E se prepara para a grande tarefa de reeleger seu projeto com Dilma e Tarso.

Ary Vanazzi presidente do PT/RS