Dilma e os 34 anos do PT, “um semeador de oportunidades”

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Cerca de duas mil pessoas participaram da festa do Partido dos Trabalhadores, em São Paulo

O PT realizou na noite desta segunda-feira (10), em São Paulo, a comemoração do seu aniversário de 34 anos. O evento contou com cerca duas mil pessoas, entre deputados federais, estaduais, senadores, dirigentes partidários, presidentes dos diretórios estaduais e teve a cantora Negra Li como mestre de cerimônia. A festa foi transmitida ao vivo pela TV Linha Direta e um total de quase 30 mil internautas acompanharam a transmissão.

Lula
Impossibilitado de estar presente no ato, o ex-presidente Lula enviou um vídeo que foi transmitido durante o evento. “Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente”, disse, referindo se à uma carta escrita pelo cartunista Henfil nos primeiros anos de Partido dos Trabalhadores.

Rui Falcão
O presidente do Diretório Nacional e deputado estadual, Rui Falcão, lembrou o orgulho de ser petista e de como é glorioso olhar os feitos dos governos Lula e Dilma. Rui também aproveitou para lembrar que o PT é o partido que sempre se renova e que os tucanos não têm quadros novos.“Quando dizem que o país precisa de algo novo, o algo novo deles é privatizar para se beneficiar, fechar os olhos para o cartel do Metrô e para carregamentos exóticos em helicópteros?”, disse.

Dilma
“Se alguém pedisse uma definição do PT, eu diria que o nosso partido é um persistente, cuidadoso, semeador de oportunidades do trabalhador brasileiro e semeador do futuro. Essa é a marca do nosso partido e tem sido a essência do nosso governo”. Com essas palavras, a presidenta Dilma Rousseff abriu seu discurso. Segundo ela, quando o PT nasceu, há 34 anos, havia ainda ar da ditadura e o Brasil era um País imensamente desigual. “Naquele dez de fevereiro em que hoje nós comemoramos 34 anos, o PT fez várias promessas de poder lutar por mais democracia, mais justiça social, mais liberdade e, sobretudo, por menos desigualdade. Onze anos atrás quando o PT assumiu a presidência, Lula prometeu diminuir a desigualdade, transformar o Brasil em um País de oportunidades para todos os brasileiros, em especial àqueles mais pobres. Quando eu tomei posse, eu prometi continuar a consolidar pelo esforço do povo brasileiro. (…) Agora o Brasil é muito justo, mais forte e soberano do que era somente há doze anos atrás, não teve a semeadura, não porque a semente era boa, mas porque a semente sem semear era ainda melhor. Os brasileiros e as brasileiras quando tem a oportunidade são insuperáveis”, frisou a presidenta.

Ary Vanazzi
O presidente do PT gaúcho esteve no ato em comemoração aos 34 anos de fundação do Partido dos Trabalhadores. Ary Vanazzi, na oportunidde, conversou com o presidente nacional Rui Falcão sobre a estratégia do PT para as eleições e sobre a pauta que vem marcando os debates partidários, a posição da sigla frente ao projeto que altera o indexador das dívidas de estados e municípios. Entre os maiores interessados, o Rio Grande do Sul e a capital paulista, entes federados governados pelo Partido dos Trabalhadores. Município e Estado com os casos mais graves de endividamento com a União, “consequência de negociações feitas durante administrações neoliberais que não tem projeto de futuro e enterraram as possibilidades de financiamento e políticas públicas destes governos”, argumenta Vanazzi.

A dívida do Rio Grande do Sul é cerca de R$ 42 bilhões e a da capital São Paulo chega a R$ 50 bilhões, que embora sejam pagas religiosamente, só aumentam, com base no contrato assinado lá na década de 90.

Ary Vanazzi teve a garantia do empenho do partido de mobilizar suas lideranças para junto ao Senado aprovar o projeto de lei complementar que muda o atual indexador – o IGP-DI mais 6% a 9% ao ano – pelo fator de correção que for menor: IPCA mais 4% anuais ou a taxa Selic, atualmente em 10,5% ao ano, o que reduziria o estoque passivo do Estado para R$ 15 bilhões em 2007.