Brasil real é diferente daquele forjado pela mídia e oposição, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o cenário econômico brasileiro é completamente diferente do que tem sido mostrado pela grande mídia e criticado com ferocidade pela oposição.Durante audiência conjunta das comissões de Fiscalização Financeira e Controle e de Finanças e Tributação, na quarta-feira (14) ele explicou que a moeda brasileira foi a que mais se valorizou nos últimos três meses (8,01%) se comparada a outras 14 moedas mundiais. Além disso, o mercado do País é um dos que mais atraem investimentos externos direto e a indústria brasileira cresceu 2,3% entre as 20 maiores economias do planeta.

O aumento do investimento (6,3%) em 2014, a partir da política de incentivos do governo, firmou o País na segunda colocação em todo o mundo, atrás apenas da China e as reservas brasileiras, que já somam US$ 379 bilhões nos últimos 12 meses, revelam a solidez da economia brasileira e colocam o Brasil em quinto lugar no mundo em volume de reservas. “As perspectivas são de uma melhora gradual da nossa economia nos próximos anos, em sintonia com a recuperação da economia mundial”, afirmou o ministro.

Mantega lembrou que, nos últimos cinco anos, a economia mundial foi acometida pela maior crise do capitalismo nos últimos 80 anos, mas que ela já está sendo superada. “Porém, da superação a um novo ciclo de crescimento, isso não é imediato, há uma transição que eu chamaria de dolorosa para todos os países envolvidos nisso”, explicou.

O ministro fez uma comparação do nível de crescimento do Brasil em 2014 (2,3%) com o de outros países, mostrando que os Estados Unidos (1,9%) e países europeus tiveram não apenas crescimentos tímidos, mas crescimentos negativos (Espanha e Itália), sem contar a desaceleração no crescimento de países como China e Índia. Ele anunciou ainda que, até o fim de maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará um novo índice de crescimento para 2013. “O IBGE fez uma revisão da produção industrial de 2013. Anteriormente, era 1,2% e agora passou para 2,3%. Portanto, isso vai alterar o desempenho do PIB, mas não sabemos ainda para quanto vamos. O ano de 2013 foi, certamente, o ano da virada”, detalhou o ministro.

Da Redação da Agência PT de Notícias, com informações do PT na Câmara