IBGE revisa para cima o crescimento industrial do RS em 2013

Do PTSul

O avanço da indústria gaúcha foi mais significativo do que o divulgado anteriormente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção física industrial do Rio Grande do Sul cresceu 7,4% em 2013, número superior aos 6,8% anunciados pelo próprio IBGE. Entre outras mudanças, foram atualizados os dados da participação de cada setor industrial no total da indústria e produtos incluídos – alguns novos entraram e outros que não são mais fabricados, como o videocassete, por exemplo, foram excluídos –, o que se refletiu no indicador.

O crescimento maior não foi considerado uma surpresa pelo secretário estadual de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik. “Trabalhamos, empresas e governo, para alcançarmos esse resultado e o fato de o indicador ser tão significativo reforça a importância da Política Industrial, que é o instrumento norteador do Governo do Estado para o desenvolvimento”, comemora.

Destacam-se na indústria gaúcha os segmentos de veículos automotores, reboques e carrocerias (25,3%), coque, produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (22,85), borracha e de material plástico (10,4%), máquinas e equipamentos (9,8%) e móveis (7,2%).

O aumento de 7,4% na produção industrial física fez com que o RS crescesse mais do que o dobro dos Estados mais industrializados do país que, na ordem, são: São Paulo (2,3%), Minas Gerais (0,1%), Paraná (3,2%) e Rio de Janeiro (-0,3%), conforme mostra a tabela:

Produção Industrial dos estados com maior participação no país

Participação no total (em %) Desempenho de 2013 (em %)
Brasil 100 2,3
São Paulo 40,8 2,8
Minas Gerais 9,4 0,1
Paraná 8,4 3,2
Rio de Janeiro 8,0 -0,3
Rio Grande do Sul 7,7 7,4

Fonte: IBGE

Entre os maiores avanços, o Rio Grande do Sul só foi superado pelo Ceará, cuja participação no total da indústria do Brasil é de apenas 1,4% e avançou 11,3% em 2013, impulsionado pelos setores de bebidas, metalurgia, produtos químicos, couros e artefatos e minerais não metálicos.

A participação da indústria cearense no parque industrial brasileiro, porém, é quase residual, de 1,4%, o que reduz o impacto do crescimento, tanto em nível nacional quanto local. O Rio Grande do Sul, ao contrário, responde por 7,7% da indústria brasileira, o que torna o resultado de 2013 altamente significativo no contexto da economia gaúcha e do país.