Dilma garante que novo indexador da dívida será votado em novembro

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Do Tarso13

Em entrevista exclusiva à rádio Gaúcha, nesta segunda-feira (11), a presidenta da República, Dilma Rousseff, garantiu que o projeto que cria um novo indexador da dívida será votado em novembro, conforme o governador Tarso Genro já havia anunciado. “Fomos nós que enviamos esse projeto para o Congresso Nacional e, no que depender do governo federal, ele será votado depois do processo eleitoral”, assegurou a presidenta.

Tarso liderou uma mobilização nacional ao longo dos últimos anos para que a dívida dos estados com a União sofresse uma revisão do índice a partir do qual é reajustada, pois, apesar de as parcelas serem pagas corretamente, a dívida sempre aumenta. Isso ocorre porque entre as cláusulas negociadas, durante a gestão do ex-governador Antônio Britto, ficou determinado que a correção seria feita pelo IGP-DI e mais uma taxa de juros de 6%. Segundo o projeto encaminhado ao Congresso – e já aprovado pelo Senado – esse indexador será o equivalente ao IPCA mais 4% ou a taxa Selic, o que for menor.

“Fizemos uma opção clara. Tínhamos que transferir para os estados e municípios o ganho com a redução da dívida líquida sobre o PIB do país, que era de 60% na época do Fernando Henrique Cardoso, e hoje é de 35%”, apontou a presidenta. Segundo Dilma, a taxa média de juros durante o governo de Fernando Henrique Cardoso foi de 27%, tendo alcançado um pico de 45%. “Era muito elevada”, concluiu. Enquanto isso, nos governos Lula e Dilma, houve um decréscimo desse indicador, que hoje está em 11%.

Com isso, o Rio Grande do Sul ganhará um espaço fiscal de R$ 3 bilhões ao ano a partir de 2015, recursos que poderão ser investidos das mais diversas maneiras pelo governo do Estado para melhorar a qualidade de vida da população gaúcha.Para o próximo mandato, o governador Tarso Genro já se comprometeu a organizar uma nova mobilização nacional sobre o tema, dessa vez, para tentar reduzir o limite de comprometimento da receita com o pagamento da dívida, que atualmente é de 13% – Tarso pretende reduzir essa porcentagem para 8% ou 9%.