UM GOLPE NA DEMOCRACIA PARTICIPATIVA

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O Brasil encerrou, neste final de semana, uma de suas eleições mais acirradas, e a população brasileira credenciou o Governo Dilma a conduzir por mais quatro anos o nosso país.

O projeto aprovado foi reconduzido pelas urnas para dar continuidade em suas políticas de redução das desigualdades sociais, crescimento com sustentabilidade e aprofundamento da democracia com maior participação da sociedade no controle das coisas públicas.

As manifestações de julho, do ano que passou, exigiram, entre outras coisas, a reforma da política e a maior participação da sociedade nas decisões e no acompanhamento das ações dos governos.

A Política Nacional de Participação Social apenas regulamenta conselhos já existentes e representados por todos os setores da sociedade (Movimentos populares, sociedade civil e poderes executivo e legislativo), das áreas específicas de cada conselho.

A oposição e setores da classe dominante deste país, recém passadas as eleições, contrariam a vontade do povo impedindo que as instâncias de participação social, onde os representantes de segmentos sociais opinem, fiscalizem e acompanhem as ações do governo.

Pois este mesmo Congresso que não entendeu os anseios das ruas, também não entendeu o recado das urnas. O Brasil quer aprofundar a participação cidadã nas decisões.

Por esta e por outras que o Brasil precisa de uma reforma política feita de forma independente, através de uma constituinte exclusiva, livre da pressão destes que se sustentam e se organizam através deste sistema político existente.

Partido dos Trabalhadores do RS