Vanazzi fala para site Sul21 sobre resultado da eleição nacional no RS

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No Rio Grande do Sul, o candidato mais votado no segundo turno das eleições foi o derrotado nas urnas, Aécio Neves (PSDB). No primeiro turno, a presidente Dilma Rousseff (PT) havia sido a mais votada, mas mesmo tendo feito mais votos na disputa do dia 26 do que no dia 5, dessa vez ficou atrás do adversário no estado. Isso porque no primeiro turno, os votos da oposição foram divididos entre o tucano e a terceira colocada, Marina Silva (PSB).

O coordenador da campanha de Dilma no estado, Ary Vanazzi, pondera que o apoio do governador eleito José Ivo Sartori (PMDB) a Aécio pode tê-lo fortalecido. “Na minha avaliação são duas coisas: o apoio da Marina e de todos os candidatos aqui de oposição, menos o PDT, que aumentaram a militância política pró-Aécio do estado. O apoio do Sartori ao Aécio, que levou parte da militância do PMDB que no primeiro turno estava com a Dilma”, ponderou.

Segundo Vanazzi, parte do PMDB gaúcho que tem mais afinidade com as decisões nacionais do partido — que é da base aliada de Dilma — teria votado em Dilma no primeiro turno, mas podem ter migrado seu voto devido ao apoio de Sartori ao tucano. “Existe essa orientação partidária que segue a orientação do partido nacional, por isso que algumas pessoas que votaram em Dilma não votaram em Tarso. Para mim o estranho é quem é do PMDB e não votou em Dilma”, afirmou.

No entanto, para Vanazzi, Dilma deveria ter feito mais votos no Rio Grande do Sul. “Foram quatro anos de investimentos que ninguém imaginava, todas as prefeituras municipais receberam equipamentos, o número de escolas infantis abertas aqui não teve precedente, além da construção da BR-448 e da 116, investimentos de saneamento. Pelo valor de investimentos, acho que deveria ter feito mais votos”, apontou, lembrando que Aécio “nunca fez nada pelo estado”.

Como presidente do PT gaúcho, ele afirmou estar “um pouco indignado com a base do PMDB gaúcho que se aliou com o atraso, com Aécio Neves”. Sobre a possibilidade de cargos no novo governo de Dilma, Vanazzi afirmou que o PT gaúcho ainda está se reunindo para fazer balanço das eleições e ponderar qual será seu papel no estado e sua relação com o governo federal. O fato de haver mais partidos menores apoiando Dilma dificulta a “força de manobra nos quadros políticos”, pois muitas siglas devem tentar uma conciliação política. “Esse debate está recém começando. Provavelmente até semana que vem tenha decisões mais formadas sobre isso. Mas achamos que pelo papel do estado, temos tido sempre uma participação importante. Temos certeza de que a gente pode repetir essa contribuição junto ao governo federal para ajudar a qualificar o governo”, apontou.

Sul21 por Débora Fogliatto