PT/RS debate eleições e desafios para o próximo período

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Coordenada pelo presidente estadual Ary Vanazzi, a reunião da direção Executiva do PT/RS deu continuidade a pauta de balanço das eleições e desafios para o próximo período, nesta segunda-feira (10), na sede do partido. A direção petista vem tratando dos temas para elaborar documento que servirá de contribuição para o debate, aprofundamento e aprovação do Diretório, no dia 22 de novembro, no Sindicato dos Bancários de Porto Alegre.

Na reunião, a Executiva do PT recebeu o Secretário da Casa Civil Carlos Pestana e o Secretário Estadual de Planejamento João Mota, integrantes da coordenação de transição de governo e da coordenação da campanha eleitoral ao governo do estado. Pestana e João Mota atualizaram o partido dos movimentos da transição; fizeram uma avaliação do governo Tarso Genro, apontando as diversas realizações e as políticas públicas que ficarão como legado para o próximo governador, como os 12% da saúde, mais recursos para os hospitais filantrópicos e a estruturação de hospitais regionais; o fim dos pedágios; a melhoria e qualificação da Rede Estadual de Ensino; na área da segurança com a promoção dos quadros da BM, a criação da Polícia comunitária; na agricultura, a revitalização da Emater, a recuperação do IRGA e da FEPAGRO, a recuperação do salário dos servidores e do salário mínimo regional, e uma das ações mais importantes para a recuperação do Rio Grande, a renegociação da dívida com a União, elencou o Secretário de Planejamento.

Carlos Pestana fez uma breve análise da campanha eleitoral, citando a nacionalização da disputa, os ataques ininterruptos da mídia e o crescimento de Aécio. “Tudo isso desviou a pauta do debate regional e os setores médios da sociedade acabaram se influenciando por esta campanha de desconstituição da política, de criminalização dos partidos”.

O presidente AryVanazzi fez os encaminhamentos necessários para a elaboração do documento final, e como contribuição a resolução, afirmou a necessidade do Partido dos Trabalhadores reforçar seu apoio ao governo da presidente Dilma na sua identificação com os trabalhadores brasileiros, com os movimentos sociais, “como base de sustentação ao projeto de governo que foi aprovado nas urnas e eleito para governar por mais quatro anos”, destacou. Vanazzi também fez referência a área econômica, importante setor que deve ficar atrelado ao projeto de Brasil que queremos.  “Não podemos nos pautar pelo projeto derrotado, colocar o Henrique Meireles no Banco Central é sinalizar contra a pauta que reelegeu o projeto petista, que nos últimos 12 anos, apontou suas ações de desenvolvimento com crescimento econômico, mas sempre colado a políticas sociais; de compromisso com as reformas estruturantes e com o povo brasileiro”, concluiu Ary Vanazzi.

O presidente estadual do PT, ao final da reunião, encaminhou várias ações a serem realizadas ainda este ano, como o calendário de plenárias que vai ouvir as lideranças e os militantes regionais do PT sobre os temas que balizaram a eleição 2014, e a mobilização partidária, junto aos movimentos sociais, em defesa da democracia e da reforma política.