PT do RS, SC e PR debatem mobilização regional

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PT dos três estados discute ainda proposta a ser apresentada no 5º Congresso do partido:
- o fim da contribuição de empresas privadas para as finanças do PT

           As direções do PT do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná voltam a se reunir nesta quinta-feira (9) em Içara/SC. Os petistas fazem uma segunda reunião – primeira aconteceu em Torres/RS em 23 de março – para debater pauta conjunta que vem mobilizando o partido nos estados do Sul, “fugindo do tema das eleições e buscando a participação nas atividades dos movimentos sociais, sindical, voltando para as ruas com a pauta da Reforma Política, da Taxação das Grandes Fortunas, do Combate a Corrupção”, destaca o presidente do PT gaúcho. Ary Vanazzi sublinha ainda a prioridade para a formação de frentes de esquerda mobilizando direção e militantes dos estados do Sul, “é preciso tirar o PT da inércia, como vem acontecendo com o PT Nacional”, provoca o dirigente, que veio da reunião com o ex-presidente Lula e presidente regionais reforçando a pauta da mobilização de volta ao partido.
O partido, nos três estados, também vai discutir proposta conjunta a ser apresentada no 5º Congresso do PT em junho deste ano, com destaque para a proposta: – o fim da contribuição  de empresas privadas para as finanças do PT, “o partido precisa voltar a financiar suas ideias, suas lutas, como sempre fez, e cresceu com isso”, lembra Vanazzi.

Na proposta dos três diretórios estaduais ainda, indicações para o governo Dilma, conforme assinam na Resolução unificada aprovada na reunião de Torres/RS.

1) Revisão das medidas econômicas adotadas até o momento de forma a garantir a implantação do nosso programa de governo.

2) Combate à Corrupção: o governo e o Partido devem aprofundar o combate à corrupção, levando a fundo o “Pacote Anti-Corrupção” anunciado, fortalecendo todos os mecanismos institucionais de controle, fiscalização e punição.

3) Consolidar e ampliar as políticas públicas afirmativas que proporcionaram a melhoria das condições de vida das camadas sociais que saíram de um processo histórico de exclusão.

4) Reavaliação da política tributária: o Partido deve considerar que a política tributária é um dos principais instrumentos para distribuição de renda.

5) Reforma Política e Democratização da Mídia: Fortalecimento da campanha do PT de coleta de assinaturas pela Reforma Política e apoio ativo a proposta da coalizão junto com OAB e CNBB que defende, entre outras coisas, o fim do financiamento empresarial das campanhas que é o germe da corrupção e pelo PLP de Democratização da Mídia;

6) O PT deve se colocar como mais um ator e somar esforços com outros partidos de esquerda, movimentos sociais e entidades para construir uma Frente de Esquerda, colocando seus melhores quadros históricos a disposição desta luta, a começar pelo ex-Presidente Lula, percorrendo o país, politizando o debate e orientando um intenso trabalho de base e unificar uma agenda e pauta de lutas permanente no próximo período.