5º Congresso: Delegados e delegadas assinam CARTA DE PORTO ALEGRE

PT e Brasil

Os nomes abaixo listados assinam a Carta de Porto Alegre, documento construído depois de vários debates capitaneados pelo PT do Rio Grande do Sul e lideranças de vários estado do País.

A CARTA DE PORTO ALEGRE traz o sentimento de uma grande parcela de delegados e delegadas que participaram do 5º Congresso Nacional do PT em junho de 2015, conforme fica definido no parágrafo 13 do documento:

O sentimento existente na avaliação política da base partidária é que as decisões da delegação escolhida em 2013, noutro momento do Governo e do PT, não respondem aos grandes desafios da conjuntura atual. Faltou unidade partidária para produzir uma síntese política que conduzisse o Partido à vanguarda da luta da classe trabalhadora e, assim, articulasse a força social suficiente para enfrentar o ascenso conservador e ajudar, com sustentação política, o Governo a aplicar o programa para o qual foi eleito.”

Diante desta avaliação os signatários da Carta querem a realização de um Encontro Extraordinário do partido, baseados no artigo 113 do Estatudo do Partido dos Trabalhadores,que tire alternativas concretas e mantenham o PT na sua trilha correta: ao lado do povo brasileiro, na defesa intransigente de políticas e estratégias para retomada do crescimento, defesa do emprego, do salário, dos direitos dos trabalhadores e da ampliação das políticas sociais.”

 

 

LEIA O DOCUMENTO NA ÍNTEGRA


CARTA DE PORTO ALEGRE

O PT precisa construir uma nova utopia. Precisamos voltar a falar para a juventude. Está na hora de fazer uma revolução neste partido, uma revolução interna e colocar gente nova, gente que pensa diferente, gente mais ousada. Temos que definir se queremos salvar nossa pele e nossos cargos ou o nosso projeto. ” Lula

1. Mudança. Esta palavra simboliza muito da nossa história e compromissos com o nosso país. Nestes trinta e cinco anos, tivemos a coragem de mudar e iniciamos junto com o povo brasileiro uma grande mudança no Brasil, reduzimos a pobreza, ampliamos o acesso à educação e à cultura para todos, ampliamos direitos civis e criamos um novo ciclo de desenvolvimento em nosso país. Mas é preciso avançar mais no caminho da redução das desigualdades e na ampliação de direitos.

2. Ampliar direitos é reduzir privilégios. Inconformados com a perda destes privilégios a classe dominante brasileira associada à grande mídia e ao fundamentalismo religioso iniciaram uma grande ofensiva contra nosso projeto tanto nos seus fundamentos econômicos quanto nos avanços sociais e da ampliação dos direitos civis.

3. A investigação sobre denúncias de corrupção precisa ser feita e corruptos e corruptores devem ser punidos, porém a forma como é conduzida operação “Lava jato”, cerceando o direito de defesa, a presunção constitucional de inocência e as prisões baseadas apenas em delações sem provas substanciais gera um estado de insegurança jurídica. Setores do judiciário estão criando um sistema jurídico de exceção.

4. Cresce em nosso país um pensamento conservador. A grande mídia e a direita em seus ataques diários às instituições democráticas estão gerando um ambiente de ódio. Essa postura que busca gerar uma instabilidade política no país,  também dificulta a implantação de medidas efetivas para superar a crise anunciada.

5. O momento político que vivemos exige das forças populares uma constante mobilização, tanto para evitar os retrocessos, como para avançar nas mudanças que o povo brasileiro quer e necessita. Esta premissa tem orientado o PT/RS nas suas avaliações sobre o cenário estadual e nacional. Os movimentos sociais e populares nos dizem: “nos preocupa o nosso projeto, nos preocupa o PT.”

6. A crise internacional do capitalismo está atingindo fortemente o Brasil e os países da América Latina. Considera-se que o enfrentamento desta crise, com aumento da taxa de juros, contenção dos investimentos e aperto sobre os direitos trabalhistas são medidas equivocadas do governo, e contrariam o programa pelo qual a presidenta Dilma foi eleita. Tais medidas prejudicam a ampla base social que nos apoiou.

7. Ao aprofundar a estratégia de governabilidade conservadora, compartilhando a condução do governo com a centro-direita, nos afastamos de nossa base social e empoderamos nossos adversários.

8. A ofensiva da direita, fortemente amplificada em 2015, desafia o PT e o campo democrático-popular a construir uma resposta pautada na mobilização por mais direitos e por maiores transformações sociais.

9. A reversão deste quadro está na política, no programa a ser defendido e implementado.

10. Neste cenário, realizamos a segunda etapa do V Congresso do PT. No  ato de lançamento, ainda em 2014, o ex-presidente Lula afirmou que “é preciso voltar a construir sonhos. É preciso voltar a construir utopia porque a humanidade não caminha sem esperança”. Esta esperança encheu de motivação a nossa militância.

11. No RS, a etapa estadual do V Congresso mobilizou 250 delegados e delegadas que, de forma uníssona, disseram ser necessário o nosso Partido ser mais propositivo e combativo alterando os rumos do governo Dilma para cumprir nosso programa, vitorioso nas eleições de 2014.

12. Entretanto, o V Congresso ficou muito aquém da expectativa e do necessário. Foi incapaz de apontar as mudanças urgentes a serem feitas em nosso percurso e remeteu assuntos importantes ao Diretório Nacional como, por exemplo, o financiamento do Partido e das campanhas, abrindo mão do protagonismo do debate e da decisão.

13. O sentimento existente na avaliação política da base partidária é que as decisões da delegação escolhida em 2013, noutro momento do Governo e do PT, não respondem aos grandes desafios da conjuntura atual. Faltou unidade partidária para produzir uma síntese política que conduzisse o Partido à vanguarda da luta da classe trabalhadora e, assim, articulasse a força social suficiente para enfrentar o ascenso conservador e ajudar, com sustentação política, o Governo a aplicar o programa para o qual foi eleito.

14. Mas não foi isso que aconteceu. Apesar dos debates nos grupos terem apontado os avanços necessários somando-se ao documento apresentado por 35 deputados e deputadas da Bancada Federal, se aplicou a tática de uma maioria conjuntural para travar o debate e impor resoluções ao Congresso.

15. Para o PT gaúcho, o debate não está encerrado na esvaziada plenária final de Salvador. Consideramos que as elaborações plurais devem ir muito além daquela produzida no Congresso, fazendo com que a diversidade de opiniões, como as de Lula manifestadas após o Congresso, continue aflorada e ajude a nossa militância a impulsionar tanto o nosso Partido, como o nosso governo para o rumo certo: ao lado do povo brasileiro.

16.  É incompreensível que o V Congresso tenha derrotado a resolução sobre a “Defesa da Democracia, da Luta e dos Direitos dos Trabalhadores” proposta pela Central Única dos Trabalhadores e pelos movimentos sociais, afirmando que é preciso fazer o o ajuste sobre os mais ricos.

17. Nesse sentido, reafirmamos o conteúdo das nossas resoluções, construídas com a mais significativa unidade partidária dos últimos anos. É fundamental que o PT, com autonomia e solidariedade, aponte que o Governo Dilma precisa “Mudar já para crescer e incluir mais”, conforme título de nossa resolução, apontando, em especial ser necessária a “reorientação imediata da política econômica iniciada pelo governo no mês de janeiro”.

18. A relação do PT com as demais forças do campo popular, democrático e progressista, deve ser aprofundada. Reafirmamos que urge a criação de uma Frente Política que aglutine partidos de esquerda, movimentos sociais e as redes de ativistas pelos direitos sociais com o objetivo de disputar pautas econômicas e políticas, enfrentando o retrocesso representado, por exemplo, na redução da maioridade penal, no projeto de terceirização, na supressão do debate de gênero, na reforma política em curso no Congresso Nacional.

19. Por tudo isto o PT/RS decide manter vivo o debate sobre a estratégia que deve seguir, e conclama a todos os delegados e a todas as delegadas do V congresso do PT a avocar o artigo 113 de nosso Estatuto para chamar um Congresso Nacional EXTRAORDINÁRIO. Um Congresso que tire alternativas concretas e mantenham o PT na sua trilha correta: ao lado do povo brasileiro, na defesa intransigente de políticas e estratégias para retomada do crescimento, defesa do emprego, do salário, dos direitos dos trabalhadores e da ampliação das políticas sociais.

20. A hora é de defender o legado e o futuro de nosso Partido.

21. Mais do que nunca, esta mudança precisa continuar. É preciso mudar o PT.

PT – PARTIDO DOS TRABALHADORES e DAS TRABALHADORAS!
Porto Alegre, 27de junho de 2015.

 

 

ASSINAM A CARTA DE PORTO ALEGRE OS SEGUINTES DELEGADOS E DELEGADAS:

1.Adriano De Oliveira /RS
2. Aila Maria Sousa Marques /CE
3. Alberto Kopptik /RS
4. Alessandro Pires Barcellos
5.  Alexandre Mayer/RS
6.Aline Tortelli/RS
7. Altemir Tortelli /RS
8.Ana Rita Esgario/ES
9.Analia Silva /SP
10.Anderson Machado/RO
11.Andre De Souza Vieira /PR
12. Beatriz Rebolho/RS
13. Bruno Da Costa Ferreira /RN
14.Bruno De Oliveira Elias/ DF
15. Carlos Pestana Neto/RS
16.Cinara Da Silva Vieira Couto/PE
17. Cloves De Castro/SP
18.Cristina Da Gama Mor /RS
19.Damarci Olivi Da Costa/MS
20.Daniela Araujo De Matos/ MG
21.Edegar Do Nascimento Tassoni/RS
22.Eduardo Nunes Loureiro/ GO
23.Eleandra Raquel Da Silva Koch/RS
24. Emilio Carlos Machio Font /ES
25.Estela Mari Kurschner Vilanova /RS
26. Gabriel Rocha/MG
27.Giovana Da Conceicao Giongo /RS
28.Gisele Silva/SP
29.Giucelia Araujo De Figueiredo/ ES
30.Gleice Jane Barbosa/MS
31.Helen Cabral/RS
32.Henrique Porto Lusa/RS
33. Iole Iliada Lopes /SP
34.Iradi Britto/RS
35. Jairo Jorge /RS
36.Jandyra Massue Uehara Alves/SP
37.Janeth Anne De Almeida/SC
38. Joao Edegar Pretto/RS
39.Jonatas Moreth Mariano /DF
40.Jorge Augusto Portela Braga /BA
41.Jorge Branco/RS
42.Jose Mucio Magalhaes De Souza/PE
43. José Reis/RS
44. José Wirigureski /PR
45.Josiane Bezerra/RN
46.Juçara Dutra Vieira/RS
47. Juliana Collares/RS
48.Juliana Rocha/ SP
49.Juliana Souza  /RS
50.Julio Cesar Riemenschneider De Quadros /RS
51.Karen Fonseca Lose / RS
52.Karla Renée Machado/RS
53.Laura Sito /RS
54. Leirson Wellington Azevedo Silva/PA
55. Leonel Jose Morem Matias/RS
56.Licio Gonzaga Lobo Junior /SP
57.Lidney Soares Agostinho/SP
58.Lorisete Maria Dias/RS
59.Luciano Luz De Lima /RS
60.Luis Volnei Da Silva /RS
61.Magda Miramar /RS
62.Marcelo Daneris /RS
63.Marcos Vinicius Cornelli/RS
64.Maria Celeste/RS
65.Maria De Lourdes Fippian Dos Santos/RS
66.Maria Eunice Wolf /RS
67.Maria Ines Pandelo Cerqueira /RJ
68.Maria José /AC
69.Mário Raul Corrêa /RS
70.Melissa Coelho/ RS
71.Michele Sandri /RS
72.Misael da Silva /SP
73.Murilo Amatneeks/RS
74.Natalia Doria Da Costa/RS
75.Nelson Da Silva/RS
76.Nicole Di Domenico Santos/RS
77.Olavo Brandao Carneiro/ RJ
78. Patrick Campos Araujo /PE
79.Rafael Tomyama Toledo /CE
80.Raul Jorge Anglada Pont  / RS
81. Regina Vieira Dos Santos Resende /RJ
82.Rejane De Franca Cardoso/PI
83.Renam Vinicius Carvalho Santos Brandao/RJ
84.Renata Batista /RJ
85.Roberta Fontana /RS
86.Roberto Haubrich / RS
87.Rosana Ramos Da Conceicao /SP
88.Rosane Da Silva /RS
89.Sérgio Luiz Nazario/RS
90.Sérgio Pires/RS
91.Silvia De Lemos Vasques /RS
92.Simeao Celso De Oliveira /MG
93.Simone Mirapalhete/RS
94.Sofia Cavedon Nunes /RS
95.Stela Farias/RS
96.Tarcisio Zimermann/RS
97.Tassia Rabelo/RJ
98.Terezinha Ferreira Das Neves /MA
99.Ubiratan De Souza /RS
100. Valter Ventura Da Rocha Pomar/ SP
101.Vera Nubia Santana Vilar/SE
102.Vilson Oliveira/SP

Assinam ainda:
Senadores e Senadoras, Deputados e Deputadas Federais
Arlindo Chinaglia/SP
Chico D’angelo/RJ
Dionilso Marcon/RS
Elvino Bohn Gass/RS
Fátima Bezerra/ RN
Givaldo Vieira/ES
Henrique Fontana/RS
João Daniel/SE
Lindberg Farias/RJ
Luizianne Lins /CE
Marco Maia /RS
Maria do Rosário/RS
Paulo Paim/RS
Paulo Teixeira/SP

ATENÇÃO
Assine você também a Carta de Porto Alegre. Mande email para [email protected] com o seguinte enunciado: EU ASSINO A CARTA DE PORTO ALEGRE