Executiva do PT/RS, Bancada estadual e CUT debatem propostas para crise do Estado

PT Bancada CUT

A bancada do PT na Assembleia Legislativa reuniu, nesta quarta-feira (12), com dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Executiva Estadual do Partido para debater as finanças gaúchas, o pacote de ajuste fiscal do governo Sartori e as alternativas para a crise. Líder petista, o deputado Luiz Fernando Mainardi abriu o encontro apresentando o conjunto de propostas construídas pela bancada como alternativas às fianças.

O parlamentar lembrou que o bloqueio de recursos, efetivado pela União, poderia ter sido evitado se o governo tivesse aceitado a ampliação do uso dos depósitos judiciais. “Os salários teriam sido pagos e a parcela da dívida com a União honrada”.

Como alternativa para a atual situação as bancadas de oposição ao Governo Sartori (PCdoB, PPL, PSOl, PTB e do PT), com o objetivo de reduzir o custo financeiro dos saques dos depósitos judiciais, apresentaram emenda ao Projeto apresentado na semana passada que estipulava a ampliação do limite de retiradas dos atuais 85% para 95%. A proposta busca contornar a dificuldade apresentada pelo governo de que os juros sobre as retiradas dos depósitos são muito elevados. A emenda propõe que o Estado não repasse, até dezembro de 2019, para o Fundo de Reaparelhamento do Poder Judiciário, os rendimentos dos depósitos judiciais. A estimativa é de que a medida representaria uma economia à receita estadual de aproximadamente R$ 600 milhões de reais neste ano de 2015.

Apoiar os servidores e fortalecer as vocações do RS
Para a direção do PT/RS o momento político que vivemos exige uma mobilização constante dos servidores junto com as forças populares, “e o PT gaúcho estará junto”, garantiu o presidente Ary Vanazzi, tanto para evitar os retrocessos, como para avançar nas mudanças que o povo gaúcho quer e necessita. Conforme documentos e resoluções do partido, aprovadas recentemente, a crise é real, mas não assustou nem paralisou o governo Tarso Genro (PT). As medidas anunciadas pelo governo Sartori (PMDB), como corte nas despesas, atraso de salários, a preparação da venda de patrimônio público são medíocres. O que o Rio Grande precisa são medidas para alavancar a economia, atrair investimentos, para se desenvolver gerando emprego e renda. “Mas não é isso que vemos, vemos um Estado paralisado e uma administração incompetente que aposta no caos para privatizar e aumento impostos, política inerente aos governos do PMDB gaúcho”, salientou Vanazzi. É preciso projeto e ações fortes. É preciso controle fiscal, incidir fortemente na renegociação da dívida, tratar da Lei Kandir, e injetar recursos para dinamizar as vocações do Estado, que são muitas e vão desde o agronegócio à agricultura familiar, com mão de obra qualificada e uma localização geográfica privilegiada no Mercosul, afirma o partido.

Mobilização
A CUT reforçou a importância da mobilização para a assembleia geral unificada das categorias de servidores estaduais, marcada para ocorrer no próximo dia 18, quando os servidores decidirão sobre a possibilidade de uma greve geral. “O que está em jogo não são somente os salários dos servidores, mas o desmonte do Estado” afirmou Claudir Nespolo, presidente estadual da CUT.

Texto: Eliane Silveira (MTE 7193) / Raquel Wunsch (MTE 12867) e Tina Griebeler (MTE 5131)