MANIFESTAÇÕES: Servidores do RS aprovam greve de três dias em assembleia unificada

Assembleia geral que reuniu diversos setores do funcionalismo público estadual, nesta terça-feira (18), decidiu por entrar em greve por três dias no RS. A decisão foi tomada durante ato em resposta a medidas do governo José Ivo Sartori diante da crise financeira no Estado. A atividade, que ocorreu em Porto Alegre, reuniu mais de 40 sindicatos e a paralisação tem início nesta quarta-feira (19).

Mais de 30 mil pessoas, segundo a Brigada Militar, protestaram contra o parcelamento de salários e os projetos de ajuste fiscal enviados à Assembleia Legislativa. Alguns dos manifestantes acompanharam a sessão no plenário da AL. O vice-presidente da Casa, Ronaldo Santini (PTB), recebeu líderes do movimento unificado dos servidores públicos que entregaram um documento listando a pauta de defesa do movimento.

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“O caminho do arrocho salarial, das privatizações, das extinções de fundações e do aumento de impostos não vai resolver a situação estrutural das finanças no Estado. Entendemos que o aumento do limite de saque dos depósitos judiciais é a solução de curto prazo, para pagar os servidores em dia”, pontuou o deputado Adão Villaverde.

“Manifestação histórica contra as medidas de congelamento e parcelamento de salários. Somos parceiros da luta do funcionalismo público, que precisa ser valorizado, e não alvo de uma política de cortes que não preserva a Saúde, a Educação e a Segurança Pública do Rio Grande do Sul” afirmou Altemir Tortelli.

“Além do atraso dos seus salários existe esta ameaça permanente da retirada dos direitos conquistados a muitos anos. Não é vendendo patrimônio público, não é aumentando impostos que nós vamos resolver a situação do RS, governar é também tirar prioridades e achamos que devemos priorizar os servidores do RS” disse Edegar Pretto.

“O Governo do Estado vem com esta fala de que não tem como resolver o problema das finanças sem atrasar salários. Não tem argumento para a base do governo porque todos os deputados votaram favoráveis as políticas de reajuste. A Assembleia Legislativa tem a obrigação moral de não aprovar retrocessos para a carreira dos servidores” avaliou Jeferson Fernandes.

“Quem sofre com tudo isso é a população, que fica sem serviço público de qualidade. Mas, o pior ainda está por vir: um tarifaço que aumentará os impostos” afirmou Stela Farias.

“Reivindicações? Apenas que os salários passem a ser pagos em dia e que retirem projetos encaminhados à Assembleia com propostas que criam a previdência complementar e a lei de responsabilidade fiscal estadual” apoiou Miriam Marroni.

“É inadmissível que mães e pais de família tenham seus salários cruelmente parcelados sem ao menos que o governador Sartori busque alternativas, como as que a bancada do PT propôs, para que a situação não ocorra. Além disso, privatizar ou extinguir as fundações que prestam serviços relevantes à pesquisa e ao desenvolvimento do RS será um retrocesso” disse Nelsinho.

“É um dia histórico para servidores públicos. Milhares de trabalhadores, organizados em 43 entidades, decidem em assembleia unificada mostrar todo o descontentamento com o governo Sartori, que parcela, atrasa e congela salários. Que aponta para o desmonte do Estado com a desativação de fundações importantes, com privatizações e com a queda de qualidade do serviço público. O movimento dos funcionários, que há anos não era tão intenso, não evidencia apenas o descontentamento dos servidores públicos, mas sintetiza toda a insatisfação com a paralisia do governo Sartori” afirmou Luiz Fernando Mainardi.

Por PTSul