Secretaria de Mulheres: Estado não garante a segurança pública, dá medo e espanca!

MULHERES DO PT

A 1ª Feira do Livro Feminista Autônoma – FLIFEA tem por objetivo difundir a produção cultural e artística feminista. Era isto que dezenas de mulheres estavam fazendo, na noite do último domingo, na Praça João Paulo I, em Porto Alegre/RS. Eram mulheres ocupando um espaço público, para defender seus direitos através da arte e da cultura.

Mas o Governo do Estado não gostou. Pior que isso, o Governo Sartori (se não deu a ordem) permitiu, consentiu, deixou (ainda que implicitamente) que a Brigada Militar agredisse violentamente essas mulheres.
Na base do cassetete e da intimidação com armas de fogo, a Brigada Militar acabou com a I FLIFEA, deixando um saldo de 9 mulheres feridas, entre elas, algumas com ferimentos graves que necessitaram atendimento médico.
Numa ação extremamente violenta e desmedida, nesta época em que o Estado se recente de segurança pública, por falta de efetivo, equipamentos e investimentos do Governo Sartori, a BM deslocou 3 viaturas para espalhar o pânico e distribuir pancadas em mulheres que realizavam uma atividade artística em praça pública.
A cena grotesca foi protagonizada pela mesma Brigada Militar que, pela mesma falta de efetivo, equipamentos e investimentos públicos, não consegue impedir que mulheres sofram violência ou sejam mortas, muitas vezes por seus próprios companheiros, em casa, às dezenas, todos os dias.
O que achariam dessa ação policial, as muitas mulheres mortas ou espancadas, porque a Brigada Militar não chegou ou chegou tarde? Muitas delas não podem mais ter opinião.

Jaciele Daiane Silva dos Santos, 22 anos, foi concretada na churrasqueira de casa, em Horizontina, no norte do Estado, depois de ter denunciado o companheiro à polícia e já ter uma audiência marcada sobre as agressões que sofria.

Uma mulher de 89 anos, cujo nome não foi divulgado pela polícia, foi morta a facadas pelo marido de 87 anos, em Caxias do Sul, após uma vida inteira de medo e violência doméstica.

Gisele Santos, de 22 anos, teve as duas mãos decepadas e os pés feridos pelo companheiro em São Leopoldo. Isso aconteceu no dia em que ela tentou denunciar as agressões que sofria. Não conseguiu, a Delegacia estava fechada. Voltou para casa e sofreu as mutilações.

Em Venâncio Aires, uma jovem de 15 anos perdeu uma mão numa agressão do namorado.

Cintia Beatriz Lacerda Glufke, de 34 anos, foi morta a marteladas na cabeça, por um “amigo da família”, e teve seu corpo esquartejado, em Porto Alegre.

Luciana dos Santos Mallet, de 44 anos, foi morta a facadas pelo ex-companheiro, em Porto Alegre, depois de terminar um relacionamento de 11 anos.

Lisiane da Silva Gomes, de 28 anos, teve 80% do corpo queimado, depois que o companheiro jogou gasolina no seu corpo e ateou fogo, em Porto Alegre.

Quem deveria proteger as mulheres e a sociedade em geral distribui terror e medo, quem deveria garantir a lei é quem mais agride e espanca. Não aceitaremos caladas, denunciaremos e exigimos a identificação e a exoneração dos policiais envolvidos.

Secretaria Estadual das Mulheres do PTRS
3 de novembro de 2015.

SAIBA MAIS:

https://secure.avaaz.org/po/petition/Governador_Sartori_Punicao_dos_policiais_que_agrediram_as_mulheres_na_Feira_do_Livro_Feminista/?fbaaaab&pv=0