Atos contra o GOLPE marcam o dia na capital dos gaúchos

Ato 3 Marcha (10)a

Atos contra o GOLPE, pela LEGALIDADE e DEMOCRACIA marcaram o dia de hoje (11/12) na capital gaúcha. Foram três mobilizações que reuniram a esquerda, o campo democrático, organizações civis e a cidadania numa demonstração de força e unidade contra o impedimento da presidenta Dilma, eleita legitimamente pelo voto do povo brasileiro.

FRENTE BRASIL POPULAR

Pela manhã, centenas de integrantes dos movimentos sociais, partidos e centrais sindicais lançaram a Frente Brasil Popular no Rio Grande do Sul, no auditório da FETAG. Frente que forma uma nova coalizão, agrupando movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos e personalidades, como a CUT, o MST e a UNE, ao lado de PT e PCdoB, entre outras legendas, tendo com um de seus compromissos centrais a defesa da legalidade democrática e do mandato constitucional da presidenta Dilma, sacramentado pelas urnas.
A FBP coordena uma agenda de forte mobilização CONTRA O GOLPE e PELA DEMOCRACIA em todo País.

ATO PELA LEGALIDADE

No final da manhã, ato pela LEGALIDADE levou figuras de destaque da política nacional e gaúcha à frente da estatua do líder trabalhista Leonel Brizola, ao lado do Palácio Piratini. Em seu pronunciamento, o presidente nacional do PDT Carlos Lupi reafirmou o compromisso de seu partido em lutar, “sem qualquer recuo e com todas as energias” contra o GOLPE e contra a irresponsabilidade frente ao futuro do Brasil que forças da direita, “sem ética ou moral para isso, vem imputando ao povo brasileiro”.

Entre as várias personalidades políticas presentes, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunatti, o ex-governadores Tarso Genro e Olívio Dutra, os ex-prefeitos de Porto Alegre, Sereno Chaise e Raul Pont, deputadas estaduais Manuela d’Avila, além de deputados estaduais, federais e dirigentes do PT.

O Partido Democrático Trabalhista aprovou Nota Oficial onde repudia o golpismo com a seguinte orientação,  (…) “Nós trabalhistas – em nome da Direção Nacional do PDT e de nossa história de lutas em defesa da democracia, do estado de direito e dos brasileiros mais sofridos – não poderíamos deixar de manifestar nosso repúdio à atitude irracional do atual presidente da Câmara dos Deputados de querer iniciar um ilegítimo processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff” (…), abre a nota oficial.
Ler na íntegra
http://www.pdt.org.br/index.php/noticias/nota-oficial-o-pdt-diz-nao-ao-golpismo-40999

MARCHA DOS SEM


A força dos gaúchos contra o GOLPE foi demonstrada na Marcha dos Sem que teve como pauta a luta pela DEMOCRACIA, pela LEGALIDADE e o FORA CUNHA “que deveria estar na cadeia e não à frente da Câmara”, repudiavam os trabalhadores no carro de som marchando pelo centro de Porto Alegre.

Forte mobilização de vários sindicatos, entre eles o Cpers, o Sinpro, o Sintrajusfe; dos movimentos MST, MTD, MNLM, Via Campesina, a Marcha de Mulheres, o Levante, o Bloco da Diversidade,  A Marighela; as centrais CUT, CTB, e os partidos do campo da esquerda como o PT, PCdoB e militantes de diversos segmentos sociais,  levou o grito de indignação do povo brasileiro frente a tentativa de ruptura democrática e a volta do modelo neoliberal.

Faixas, cartazes e adesivos defendiam o mandato da presidenta Dilma, panfletos explicavam aos portoalegrenses que o impedimento não tem base legal, é um atentado democrático ao Estado Democrático de Direito, reafirmando o que diziam no carro de som, “a presidenta Dilma é honrada, íntegra, foi eleita pela maioria do povo e não cometeu nenhum crime de responsabilidade, DILMA FICA”.

A 20ª Marcha dos Sem culminou com ato em frente ao Palácio Piratini onde lideranças se revezavam no microfone exigindo posicionamento do governador Sartori frente ao Golpe e exigindo políticas públicas de desenvolvimento para o Estado e o pagamento do salário dos servidores em dia.