AMÉRICA LATINA – RESISTÊNCIAS E ALTERNATIVAS

América latina

A Mesa de Convergência que abriu os debates da tarde desta quinta-feira (21) do Fórum Social Temático, NO Teatro Dante Barone, abordou o tema AMÉRICA LATINA – RESISTÊNCIAS E ALTERNATIVAS – Em defesa da Democracia e das conquistas, contra a ofensiva imperialista. E nada mais justo que abrir as falas com o representante de Cuba símbolo de resistência ao Imperialismo na América Caribenha e Latina.

CUBA
Alfredo Alemany relatou que a aproximação diplomática com os Estados Unidos e a ilha socialista ainda não trouxe nada positivo para a população cubana e deixou claro que a negociação entre os dois países não se baseia em servilismo, “estamos impondo cláusulas que vão desde a devolução da Baia de Guantano à Cuba a liberdade e igualdade no comércio com os norte americanos”.  Alemany falou o sonho do socialismo, de uma revolução social só se dará com o apoio de todos os “hermanos” da América, “sem solidariedade não venceremos”, avisou.

BRASIL E A RESISTÊNCIA
A vereadora  Jussara Cony -  PCdoB – provocou os participantes fazendo um balanço histórico dos saques, violências e ataques aos povos da América do Sul desde sua colonização e que hoje ainda se perpetuam. “O neoliberalismo alcançou resultados que nem sonhavam” citou falando da receita de exploração e de precarização de direitos que perdeu espaço nos países da América do Sul nas últimaa décadas. Mas falou da resistência dos povos, e de lutas como “primavera das mulheres”, protestos contra projetos de lei que restringem medidas de prevenção em caso de estupro, e a resistência em seguir com o Programa Mais Médicos que levou profissionais cubanos para áreas desassistidas de assistência em saúde. “O programa está pondo em xeque o currículo brasileiro. Uma pátria tem que ser educadora para a soberania”, declarou.

GENOCÍDIO NEGRO
Reginaldo Bispo, do movimento negro, também enalteceu a luta de movimento populares, especialmente da população negra. Ele lembrou que os ataques a esse segmento ocorrem de diversas formas. “Não se faz genocídio apenas com armas, mas pela pobreza, com pouco atendimento médico, insalubridade, má educação, desnutrição. Os números que nós lideramos são só os dos mortos por bala”, contestou.

DE BAIXO PARA CIMA
O  presidente de Honra do PT/RS  Olívio Dutra questionou o papel da esquerda no mundo, em especial na América Latina, como pensamento estratégico de superação do capitalismo.

“A esquerda precisa definir um projeto estratégico de transformação, que não se reduz a ganhar ou perder eleições. A esquerda precisa ter um contorno definido, que é enriquecido pelo contato direto com movimentos sociais, lutas e organizações”, avaliou

Como governador, Dutra inaugurou o Fórum Social Mundial na capital gaúcha em 2001. O evento completa nesta edição 15 anos. Sob fortes aplausos da plateia, ele destacou que as transformações são impulsionadas de “baixo para cima”. “Isso não se dá da noite para o dia, é um processo que se altera pelo protagonismo do povo, pela possibilidade de cada pessoa, organizada nos seus movimentos, de se tornar sujeito da política”, disse.

Na avaliação dele, o Estado segue como uma estrutura que serve às grandes corporações. “Não é construir outro mundo possível. É dizer que é possível construir outro mundo de superação do capitalismo”, defendeu.

Participaram
Olívio Dutra (ex-governador RS – Brasil)
Jussara Cony (Comitê de Apoio Local/Brasil)
Reginaldo Bispo (Mov.Negro/Brasil)
Alfredo Peres Alemany (Cuba)

 

Com informações do site SUL21