O desafio do Fórum: – tomar posição política diante do mundo

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Globalização, Desigualdade e a Crise Civilizatória: “Da crise do Império à luta por um mundo multipolar”.  Com esta pauta, a mesa de debates abriu a agenda da tarde no Auditório Araújo Vianna lotado nesta quarta-feira (20). Para dar seus depoimentos, mentes do mundo. De Portugal, da Palestina, da Tunísia, da Argentina, da Áustria e do Brasil. A diversidade é marca do Fórum Social Mundial e na sua 15ª edição não é diferente.

Guerras e paz; conflitos, migração e miséria; desigualdades, fome, analfabetismo, globalização, capitalismo, golpe, democracia participativa, esquerda e políticas sociais foram temas falados, explicados, reivindicados e usados como exemplos positivos e negativos para contar a história do mundo e as mudanças que vem ocorrendo desde o primeiro FSM em 2001. Na Europa, Ásia, América Latina e do Norte. Falaram das relações entre os países, dos que tiveram crescimento interno, desenvolvimento humano e mudaram suas políticas internacionais buscando novas alternativas de intercâmbios, e dos países que roubam territórios e a população vizinha, com seus muros  do apartheid, com seus armamentos, regionalizando a 3ª Guerra Mundial como na Síria. Falaram do neoliberalismo e do capitalismo da extrema direita que avança nas ruas aonde a esquerda vem perdendo terreno. Falaram das políticas sociais e dos avanços dos governos populares na América do Sul e seus conflitos internos.

O DESAFIO

 
Mas a grande indagação coube ao sociólogo português.
O FÓRUM SOCIAL MUNDIAL vai tomar posição nestas grandes questões, ou vai continuar com sua política de consenso para não se romper, como argumentou até aqui em seus documentos e cartas de intenções? “Atitude que o desidratou e o fez encolher”, desafiou Boaventura.

“Precisamos tomar posição política para continuarmos vivos e ativos, porque senão as ruas, as mentes e as políticas serão tomadas pela direita”, previu o sociólogo, arrancando aplausos do auditório lotado.

Desafio que se faz o FSM, na 15ª edição, quando se propõem a realizar um balanço, debater seus desafios, e perspectivas na luta por Um Outro Mundo Possível com sua programação entre os dias 19 e 23 de janeiro de 2016, “daqui só podemos avançar”, afirmam [email protected]

Participaram Boaventura de Souza Santos (Sociólogo/Portugal); Socorro Gomes (CEBRAPAZ/Brasil); Leo Gabriel (Jornalista/Áustria); Nair Goulart (Sindicalista/Brasil); Cristina Reynold (AIH/Argentina); Caroline Borges(Reaja/Brasil), Claudir Nespolo (CUT/Brasil); Maren Mantovani (StoptoWall/Palestina)com a Mediação: Alaa Talbi (FSM2015/Tunísia) e Salete Camba (Flacso/Brasil)