Movimentos sociais reafirmam defesa da democracia, dos direitos e contra o golpe em assembleia popular na Redenção

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Se a ameaça à democracia, aos direitos e ao mandato da presidenta Dilma Rousseff se estrutura nas cores da bandeira nacional, o vermelho fez um contraponto fortalecido neste domingo, 13/3, no Parque da Redenção em Porto Alegre. Mais de 10 mil pessoas (às 14h) pintaram de vermelho um dos principais parques da Capital gaúcha para reafirmar a luta contra o golpe. No início da tarde, a Assembleia Popular pela Democracia, contra o Golpe e pelos Direitos, organizada pela Frente Brasil Popular, reuniu movimentos sociais e aprovou uma moção de vigília permanente e convocou novo ato para a próxima sexta-feira, 18/3, na Capital gaúcha.
Deputados federais, estaduais, vereadores do campo popular também reafirmaram o momento de grande preocupação e a necessidade de haver mobilização para conter o avanço de uma onda conservadora e fascista que ameaça as conquistas históricas dos últimos três mandatos de Lula e Dilma. A marca das falas era encerrar com a marca da mobilização. “Não vai ter golpe, vai ter luta”.
Pela manhã, um coxinhaço antecedeu o Ato chamado pela Frente Brasil Popular. Cerca de 5 mil coxinhas de frango foram assadas em churrasqueiras ao ar livre. Filas se formaram.
Os movimentos populares da luta pelos direitos das mulheres, de defesa dos direitos dos negros, dos estudantes disseram que não arredarão o pé da luta e que permanecerão mobilizados para participar da defesa da democracia.

Maria do Carmo Bittencourt, da Marcha Mundial das Mulheres, abriu o primeiro bloco de manifestações do Ato contra o Golpe e pela Democracia. De cima do caminhão de som, chamou para a mobilização. “O movimento das mulheres está unido pela democracia. Não aceitamos nenhum retrocesso nos nossos direitos. Até porque, quando os direitos são cerceados, são as mulheres as primeiras a perderem direitos, como o emprego”, afirmou.

Representando os trabalhadores e trabalhadoras da educação, a presidenta do Cpers/Sindicato, Helenir de Oliveira, chamou a atenção para a opção política de quem vive o momento histórico em que estamos. “O nosso lado é o lado da democracia, das políticas públicas, o lado que defende a Petrobras. A Petrobras é a causa do golpe que querem nos dar. Quem luta contra a corrupção, não atende ao chamado do Aécio Neves, do Eduardo Cunha”, advertiu Helenir.

Emir da Silva, da Convergência Nacional do Movimento Negro e coordenador nacional do Comitê de Resistência, movimento que reúne as 15 mais representativas entidades nacionais de formação, disse que as entidades em todo o país garantiram apoio à defesa da democracia a aos direitos. “A luta de todos nós, que trabalhamos com formação política, é mostrar que o movimento negro está unificado e disposto a defender, de norte a sul do país, as pautas populares, as conquistas e a democracia”, explicou.