1º de Maio: Dia do trabalhador(a) será um dia de luta contra o golpe

Contra o Golpe

Ato unificado de 1º de Maio soma-se a luta contra o golpe neste domingo no Parque da Redenção

A Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo, que reúne centrais sindicais, movimentos sociais e partidos de esquerda, realizam ato unificado de 1º de maio, a partir das 10h, junto ao Monumento do Expedicionário, no Parque da Redenção, em Porto Alegre.

A manifestação celebra o Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora,  reforçar a defesa da democracia e dos direitos trabalhistas e sociais, fortalecendo a luta contra o golpe do impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

O ato vai se estender até às 14h e contará com a participação do ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1980, o argentino Adolfo Pérez Esquivel. Além de pronunciamentos de representantes das entidades, haverá apresentações culturais e artísticas.

O 1º de Maio vai marcar em todo o país o início de um processo de mobilizações de rua, que deverá se ampliar ao longo do mês contra o golpe em curso. “Vamos realizar o maior ato de 1º maio dos últimos anos para reforçar ainda mais a luta pela democracia, defender os direitos da classe trabalhadora e combater os golpistas e a sua pauta contra a classe trabalhadora”, afirma o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo.

Para o dirigente, “se a situação já não vinha boa para a classe trabalhadora, temos a convicção de que ela vai piorar muito. Uma das primeiras atitudes de um eventual governo Temer, conforme anunciou hoje o jornal O Globo, será fixar em 65 anos a idade mínima para a aposentadoria. Além disso, querem aprovar um projeto de terceirizações sem limites. A Fiesp embarcou no golpe porque sabe que jamais conseguiria implementar essa agenda pelo caminho do voto popular”.

Direitos ameaçados

As Frentes alertam para a agenda golpista que acaba com direitos e conquistas dos trabalhadores e afrontam a democracia e a soberania do país, tais como:
- o fim do aumento real do salário mínimo;
-  a desvinculação do reajuste do salário mínimo das aposentadorias;
- a aprovação do projeto da terceirização sem limites;
- o fim da CLT através da prevalência do negociado sobre o legislado;
- a reforma da previdência com a fixação de idade mínima para aposentadoria;
- o fim das verbas fixas previstas na Constituição para a saúde e a educação;
- a entrega do petróleo e do pré-sal para as multinacionais estrangeiras, através da mudança no sistema de exploração e partilha do pré-sal;
- retomada das privatizações.

Atos regionais
Também serão realizados atos regionais em várias cidades do interior gaúcho para celebrar o 1º de maio.
Confira.
- Dois Irmãos: festa do trabalhador durante todo o dia
- Palmeiras das Missões: 14h na Praça Central
- Erechim: 14h na Praça das Bandeiras
- Pelotas: 10h às 19h, ato com apresentações culturais na Avenida Bento Gonçalves;
- Rio Grande: a partir das 16h, mataeda no Parque do Trabalhador com atrações artísticas e marcha até o túmulo da tecelã Angelina Gonçalves (morta no 1º de maio em confronto com a polícia) encerrando com uma caminhada luminosa ao anoitecer.
- Santo Ângelo: 15h, na Praça Pinheiro Machado

Novo calendário de lutas
Em coletiva de imprensa, ocorrida na tarde desta quinta-feira (28), no plenarinho da Assembleia Legislativa, a Frente Brasil Popular divulgou calendário de lutas para o próximo período, cujo destaque será a realização de um dia nacional de atos, protestos, greves e paralisações em 10 de maio, antecedendo a votação da admissibilidade do impeachment e do afastamento de Dilma no Senado.

Confira:
- 5 de maio: Dia Nacional de Luta contra a Globo e o golpismo midiático – Monopólio é golpe!
– 6 de maio: mobilizações em Brasília no dia da votação do relatório na Comissão do Senado.
– 9 de maio: instalação da Frente Parlamentar em defesa dos direitos da classe trabalhadora.
– 10 de maio: dia nacional de atos, protestos, greves e paralisações, a fim de parar a produção, o transporte, o setor público e o comércio e sinalizar para a burguesia e aos senadores que haverá muita luta, se passar o golpe.
- 10 a 13 de maio: I Marcha Nacional das Mulheres Indígenas em Brasília..

“Vamos mostrar para o capital que a classe trabalhadora não está pra brincadeira. Direitos sociais e trabalhistas são conquistas de muita luta e não aceitaremos nenhum retrocesso”, finaliza o presidente da CUT-RS.

com site CUT/RS