Ato em defesa da democracia e legalidade reúne 10 mil no centro de Porto Alegre

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A histórica Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre, foi palco de mais um ato pela democracia organizado pela Frente Brasil Popular, na tarde desta sexta-feira (15).  10 mil pessoas se reuniram em defesa da legalidade e contra o golpe.

As políticas públicas desenvolvidas pelos governos Lula e Dilma e os avanços conquistados foram referências nas falas. O ex-governador Tarso Genro afirmou que é preciso dar o nome partidário dos golpistas. O golpe está sendo liderado por Eduardo Cunha, processado por corrupção. E não querem apenas acabar com a Lava Jato, mas sim com qualquer tipo de investigação de corrupção no país. Tarso declarou que a mídia é parcial e trabalha pelo golpe. “Por isso, os protagonistas do impeachment, que não tem capacidade de dialogar, e de dar continuidade aos projetos sociais, querem derrubar o governo de maneira ilegítima”, finalizou.

Berna Menezes, representando da Executiva Nacional do PSOL afirmou que o seu partido tem lado e está na luta contra o golpe. “Não estou aqui para defender o governo, mas sim a democracia.”

Olívio Dutra declarou  “a presidenta Dilma foi eleita com 54 milhões de votos de forma legítima e preservar o seu mandato é manter a democracia”. “Nada condena este governo.  O sistema financeiro, os grandes grupos, os que mais lucram, são aqueles que não se conformam que o povo mudou substancialmente de vida”.

Pelo PCdoB, a deputada estadual Manuela D’Ávila pediu força na continuidade da mobilização na reta final contra o golpe. “A vigília da democracia será constante e os poderosos são os mesmos de sempre e querem enterrar a Lava Jato”.

“Rasgar a CLT, retirar os direitos sociais e fundamentais dos trabalhadores, acabar com o marco regulatório da Petrobras são os objetivos deste golpe. Este projeto jamais será aprovado pelo povo brasileiro”, afirmou o Ministro do Trabalho e Previdência, Miguel Rosseto

Na atividade falaram ainda Ary Vanazzi, presidente estadual do PT; o Comitê das Mulheres pela Democracia e pela Legalidade; Movimento LGTB; Movimento Negro; Comitê da Democracia e Contra o Golpe; União Nacional dos Estudantes; e Via Campesina.

Bandeiras do Brasil, do PCdoB, MTD, MST, CUT, CTB, PT, FEGAM-RS, União Brasileira do Sul, MNIM, Fitmetal Brasil, Movimento dos Atingidos Por Barragens, Fetraf Brasil, UAMPA, Fetraf Sul, Movimento Sem Terra coloriram a noite que vai ficar na história de Porto Alegre.

Não vai ter golpe.