O futuro pertence aos que lutam por Lúcio Costa

Por Lúcio Costa

A participação da presidenta Dilma Rousseff na Assembleia Geral da ONU consolidou a percepção internacional de que há em curso no Brasil um golpe contra a democracia; a presença de uma presidenta disposta a defender o mandato conferido por 54 milhões de votos e a surpresa ao deparar-se com uma resistência que supunha menor tem posto ao golpismo inúmeras dificuldades em sua jornada de assalto ao governo do País.

Os Impasses na montagem de um eventual governo golpista

Em jantar na noite de segunda-feira (18/04), em São Paulo, com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente nacional do partido, e com Armínio Fraga, o vice-presidente ouviu do economista que uma negativa a seu convite para assumir cargo no ministério de um eventual governo.

No sábado (23/04), ao deixar o Palácio Jaburu, onde se encontrou com Michel Temer, o ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles negou ter sido convidado para comandar a economia em um eventual governo Temer. Outra negativa.

Uma manga de impostores e arrivistas

Com o passar do tempo, com os acordos feitos para salvar Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da cassação e da prisão vai se desvelando a natureza do conluio Temer, Cunha & Bolsonaro. Consolida-se – mesmo entre os que ainda ontem apoiavam o impedimento de Dilma – a percepção de que a sociedade foi enganada por uma manga de impostores e arrivistas  com um impeachment feito em nome do combate à corrupção.

A dialogar com esse processo de alteração da posicionamento da opinião pública, conforme avaliação do mais recente boletim da Eurasia Group, uma das consultorias que tentam traduzir para clientes de várias partes do mundo a crise política e econômica enfrentada pelo Brasil, a aprovação do impeachment pelo Senado não está garantida e pode ser influenciada por uma possível mudança no grau de apoio da opinião pública à saída de Dilma Rousseff como resultado do atual processo.

Citando resultados de pesquisa do Datafolha de 10/04, a consultoria sugere ainda que o apoio ao impeachment pode continuar caindo. “Se o Palácio do Planalto e o PT forem capazes de continuar ‘martelando’ a mensagem de que o impeachment não é legítimo, focando-se em figuras do PMDB, como o presidente da Câmara Eduardo Cunha, o apoio ao impeachment, agora em 61%, poderia cair“, disse a nota, prevendo uma queda nesse apoio para abaixo de 60%.

Isso sugere que estão funcionando os esforços do governo em desafiar o mérito da petição pelo impeachment baseado nas manobras de contabilidade, afirma a  Eurasia Group.

Além disso, “os desdobramentos da Lava Jato ameaçam envolver a liderança do PMDB. Se o PMDB for afetado por alegações de corrupção nas próximas três semanas, isso pode reduzir ainda mais o apoio ao impeachment”, prevê a consultoria.

No mesmo sentido, pesquisa do Instituto Vox Populi de 14/04 revelou que  para 49% dos entrevistados o processo de impeachment é vingança do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ. que para 58% dos brasileiros (as) o golpe não é solução para o país e, que 61% dos entrevistados avaliam Temer negativamente.

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