1º de Maio: Ato dos trabalhadores aponta para jornada de luta

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A manhã e a tarde do domingo, 1º de Maio, aqueceram a luta contra o golpe nos direitos dos trabalhadores, no Parque da Redenção, em Porto Alegre. Durante quatro horas, em frente ao Monumento ao Expedicionário, os trabalhadores reforçaram a importância da unidade na luta, que o ataque à democracia serve para reduzir direitos dos trabalhadores e que é preciso fortalecer uma jornada de lutas que inclui o Dia Nacional de Paralisação em Defesa da Democracia e dos Direitos Sociais e Trabalhistas, em 10 de maio.

Mas antes de uma greve nacional, os trabalhadores devem prestar atenção a uma jornada de luta a partir de 5 de maio, na semana que o Senado Federal poderá iniciar a votação do afastamento da presidenta Dilma Rousseff. Os trabalhadores prometem resistir, avançar na pressão contra o golpe e lutar pela manutenção dos direitos e pela democracia. A celebração do 1º de Maio em Porto Alegre apontou o caminho da greve.

“Vamos mostrar para o capital que a classe trabalhadora não está pra brincadeira. Direitos sociais e trabalhistas são conquistas de muita luta e não aceitaremos nenhum retrocesso”, avisa o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, que também chamou para o calendário de lutas do próximo período.

O presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, reforçou a relação entre o impeachment e o golpe nos direitos dos trabalhadores. “Nós não conseguimos nada se não houver democracia. Eles não aceitam direitos trabalhistas. Querem acabar com a nossa jornada de avanços nos direitos trabalhistas”, explicou Guiomar.

O representante da Intersindical, Jerônimo Meneses, chama a atenção para uma peculiaridade do golpe nos direitos dos trabalhadores. “A nossa defesa da democracia é uma luta contra o grande capital e suas crises estruturais que se repetem. A estratégia é atacar a presidência para atacar os direitos dos trabalhadores”, defendeu Jerônimo.

A também representante da Intersindical, Carine Fernandes defende a unidade da classe trabalhadora para combater o golpe. “Estamos cientes da ofensiva do grande capital, mas temos uma  tarefa. Buscar a unidade para fortalecer e aprofundar as mudanças estruturais, como a reforma agrária, a reforma política e a democratização da mídia”, disse ela.

Jornada de Luta dos trabalhadores até a greve
– 5 de maio: Dia Nacional de Luta contra a Globo e o golpismo midiático – Monopólio é golpe! – 6 de maio: mobilizações em Brasília no dia da votação do relatório na Comissão do Senado.– 9 de maio: instalação da Frente Parlamentar em defesa dos direitos da classe trabalhadora.– 10 de maio: Dia nacional de atos, protestos, greves e paralisações, a fim de parar a produção, o transporte, o setor público e o comércio e sinalizar para a burguesia e aos senadores que haverá muita luta, se passar o golpe.
- 10 a 13 de maio: I Marcha Nacional das Mulheres Indígenas em Brasília.

Os direitos trabalhistas que estão em jogo
> Corte público e menos recursos para saúde, educação e segurança, com retirada dos limites mínimos constitucionais destinados a esses setores.
> Aumentar a idade mínima da aposentadoria.
> Querem acabar com as garantias da CLT, como seguro-desemprego e abono salarial.
> Aprovação da Lei da terceirização para todas as atividades fins.
> Aumento de impostos.
> Fim do aumento real do salário mínimo.
> Entrega do pré-sal às empresas estrangeiras.
> O filho do trabalhador não terá mais direito à universidade pública, com o fim do ProUni, do FIES e do Pronatec.
> Fim dos programas sociais como o Minha Casa Minha Vida e Mais Médicos.