Senador Paim participa de evento em defesa da Previdência

Evento ocorre no dia 20 de junho, na Casa do Gaúcho, em Porto Alegre e terá a participação de centrais sindicais.

A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social foi relançada no final do mês de maio em Brasília, em evento no Senado, e está percorrendo os 23 estados brasileiros para reforçar a sua luta. A edição gaúcha do evento vai ocorrer na segunda-feira, dia 20. A Frente Parlamentar é composta por senadores e deputados federais de diversos partidos e pretende atuar em defesa da manutenção dos direitos sociais, da gestão transparente da seguridade social e do equilíbrio financeiro e atuarial da Previdência Social pública e solidária.

O senador Paulo Paim (PT/RS) afirma que a frente atuará de modo “intransigente” para que sejam mantidos os direitos sociais e previdenciários. “Nossa tarefa não será fácil, pois os ataques serão enormes. Mas temos certeza que, com nossas convicções e consciência, sairemos vencedores” disse o senador.

As centrais sindicais do Rio Grande do Sul decidiram unir esforços na luta contra a reforma da previdência e o fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), na defesa dos direitos sociais e trabalhistas. A primeira atividade unitária será a realização de uma audiência pública dos trabalhadores gaúchos no próximo dia 20, às 14h em Porto Alegre. O evento ocorre na Casa do Gaúcho, no Parque da Harmonia.

A decisão foi tomada em reunião ocorrida na quinta-feira, dia 2, na sede da CUT-RS, com a participação da CUT, CTB, UGT, Nova Central e o Fórum Sindical de Saúde do Trabalhador (FSST). O evento terá a participação do senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado.

Para as centrais, é inaceitável fazer uma nova reforma da previdência, com uma idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres e a desvinculação entre o reajuste do salário mínimo e o aumento dos benefícios de aposentados e pensionistas.

“Somos contra também o PLS 030/2014, que prevê a terceirização sem limites, e a prevalência do negociado sobre o legislado, o que significaria rasgar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e voltar aos tempos da escravidão”, ressalta Claudir Nespolo – Presidente da CUT/RS. Ele ressalta que “o momento exige resistência, unidade e mobilização para evitar retrocessos e proteger os direitos e as conquistas dos trabalhadores”.