Bancada Estadual: Estamos de luto pelo golpe na democracia do Brasil

É com profundo pesar que a Bancada do PT na ALRS recebe a notícia do atentado de morte à democracia no Brasil, com a aprovação do impeachment pelo Senado. Embora a votação de hoje fosse tal qual a crônica de uma morte anunciada, hoje é um dia muito triste para a Nação brasileira que assiste, em rede nacional, um conjunto de políticos investigados por diversos crimes, condenar uma mulher honrada e honesta por crimes que não cometeu. A Constituição Federal, com apenas 28 anos, foi rasgada pela Câmara e pelo Senado.

Os votos de 54 milhões de brasileiros e brasileiras foram jogados no lixo em nome da revanche e do inconformismo daqueles que não conseguem chegar ao poder através do voto. Como teremos garantias democráticas daqui para a frente? Quem não tiver maioria no Legislativo estará sujeito ao golpe, como aconteceu em Gravataí, com a prefeita Rita Sanco e como aconteceu hoje com Dilma? Estará o governador Sartori, ao parcelar salários, sujeito ao mesmo fim? Serão cassados todos os prefeitos que cometeram pedaladas fiscais ao bel prazer de eventuais maiorias nas câmaras municipais?

O mais triste é que a presidenta Dilma deixa o governo hoje não por eventuais erros. Mas por ter combatido incansavelmente a corrupção, por não ter se submetido às chantagens de Eduardo Cunha e Michel Temer. Na sua defesa, a companheira Dilma Rousseff falou: Aos quase setenta anos de idade, não seria agora, após ser mãe e avó, que abdicaria dos princípios que sempre me guiaram. Exercendo a Presidência da República tenho honrado o compromisso com o meu país, com a Democracia, com o Estado de Direito. Tenho sido intransigente na defesa da honestidade na gestão da coisa pública. Por isso, diante das acusações que contra mim são dirigidas neste processo, não posso deixar de sentir, na boca, novamente, o gosto áspero e amargo da injustiça e do arbítrio. E por isso, como no passado, resisto.

Assim como a presidenta Dilma Rousseff, nós da Bancada do PT na ALRS resistiremos. Nas ruas e no parlamento. Seguiremos lutando pela democracia, pelo respeito ao voto, pelos direitos da classe trabalhadora que passam a correr risco de extinção a partir de hoje. Golpistas, machistas, fascistas, não passarão!