Câmara Federal cassa mandato de Eduardo Cunha

Fora Eduardo Cunha

A cassação de Eduardo Cunha é o assunto do dia. Todos os jornais, redes sociais, blog´s e páginas da internet reproduzem o fim da carreira do malfeitor que fez da política um permanente instrumento de achaque, conluio, chantagem e ameaça contra suas vítimas ou contra os que se atreviam a enfrentá-lo.
Do mesmo plenário da Câmara dos Deputados, onde há menos de um ano reinava absoluto e imbatível, manipulando a tudo e a todos, o facínora chorou, pedindo clemência aos cúmplices e aos que há tão pouco tempo liderava. Mas nem mesmo suas lágrimas desta vez despertaram crédito. Cunha está fora da política.
O resultado da sessão histórica de ontem na Câmara não deixou dúvidas: por 450 votos a favor, e apenas dez contra, a política brasileira se livrou da espécie mais daninha que o poder corrupto é capaz de gerar. Os dez acólitos que seguiram o chefe da quadrilha até o final jamais serão esquecidos pelo eleitor. Vários talvez não sobrevivam até as próximas eleições, porque têm a Justiça em seu encalço, podendo ter o mesmo destino que agora aguarda Cunha: a cadeia e o lixo da história. Outros cinquenta não apareceram para não se queimarem no voto a favor de Cunha.

Os brasileiros também ganharam com o fim de Cunha. Pela primeira vez, em anos, não terão mais de engolir o café amargo da indignação. Como há muito tempo vinha se repetindo, os jornais não vão provocar uma manhã de enjoo, anunciando um dia sem qualquer vestígio de esperança.

Fora, Cunha!

Conhecido o resultado, Cunha seguiu o roteiro, dizendo-se vítima de um “processo político” que beneficia principalmente o PT e que sofreu perseguição no STF e na Procuradoria-Geral da República. Os milhões de dólares depositados no exterior e a série de mentiras que levaram à sua cassação, para ele, não pesaram na decisão acachapante do placar que selou sua cassação. Na sua interpretação, “e o preço que estou pagando para o Brasil ficar livre do PT. (…) Alguém tem alguma dúvida de que, se não fosse a minha atuação, não teria processo de impeachment? Essa é a bronca do PT e seus assemelhados, seus asseclas”. Mesmo caído, ameaçou os ex-colegas – “amanhã será com vocês também” – e o usurpador Michel Temer, sobre quem seu suposto livro deverá reservar um ou mais capítulos.

Com Bancada Federal do PT