Dia nacional de lutas esquenta construção da greve geral

Frente de Lutas

Após paralisações na madrugada desta quinta-feira (22) em várias garagens de empresas de transporte coletivo, a CUT-RS e centrais sindicais, junto com a Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo, tomaram as principais ruas e avenidas de Porto Alegre em caminhadas contra a retirada de direitos da classe trabalhadora. A atividade integra o dia nacional de lutas, atos, protestos e paralisações, convocado pelas centrais, com o objetivo de esquentar a construção da greve geral para evitar qualquer retrocesso.

Os manifestantes partiram da Nortran, Sopal, VTC, Trevo, Sudeste e Carris, onde houve repressão da tropa de choque da Brigada Militar, andaram pelas principais avenidas, como Assis Brasil, Farrapos, Bento Gonçalves e João Pessoa, passaram pelo Túnel da Conceição e se juntaram na Estação Rodoviária.

Marcha das centrais
Outra caminhada atravessou a Ponte do Guaíba e veio pela Avenida da Legalidade, que contou com a participação do senador Paulo Paim (PT-RS). Além de defender os direitos dos trabalhadores e dos aposentados no Congresso Nacional, ele tem promovido audiências públicas na capital e no interior do Estado em defesa da CLT, da Previdência Social e da Justiça do Trabalho.

Paim na Ponta
A marcha prosseguiu pela Avenida Mauá até a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), onde ocorreu um ato em defesa da CLT e dos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. Depois, os trabalhadores seguiram até o Palácio Piratini.
O congestionamento obrigou os principais veículos de comunicação a falar da pauta dos trabalhadores, uma vez que a mídia golpista tem escondido os ataques que os trabalhadores estão sofrendo do governo ilegítimo de Michel Temer.
Uma representação dos bancários chamou a atenção para a greve nacional da categoria, que completa 17 dias, enquanto os banqueiros permanecem em silêncio. Mesmo sem crise e com lucros nas alturas, os bancos fizeram propostas rebaixadas que ficam abaixo da inflação do período. Os bancários reivindicam 14,78% (inflação de 9,62% + aumento real), dentre outras demandas.

Bancários na marcha
Ao longo das caminhadas, houve também protestos contra as políticas de desmonte do estado do governador José Ivo Sartori (PMDB). As centrais denunciaram o parcelamento de salários dos servidores públicos estaduais, a violência e o caos na segurança pública, a precarização dos serviços públicos e a tentativa de privatização das empresas estatais. Ainda aconteceram protestos contra a PEC 241 e o PLP 257, que atacam os serviços públicos e os direitos dos servidores públicos.

Para o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, “os golpistas perderam o juízo e por isso estamos denunciando e esclarecendo sobre os ataques aos direitos e hoje é só uma demonstração do que será a greve geral”.
“O futuro dos brasileiros está em risco e não vamos entrar para a história como acovardados”, enfatizou. “Vamos lutar para defender os nossos direitos para as próximas gerações”, enfatizou Claudir.

Fonte: CUT-RS