PT/RS aprova MANIFESTO chamando congresso partidário já

DR 13 08

Em Manifesto aprovado pelo Diretório do PT/RS, reunido na quinta (13) em Porto Alegre, o partido faz uma análise do resultado das eleições, debate a agenda política para o próximo período e aponta ações na da busca renovação. O PT gaúcho sai na frente na análise e na busca de soluções para a conjuntura que traz o avanço da direita e a consequente retirada de direitos da classe trabalhadora, com o governo ilegítimo de Michel Temer. Para a direção do PT/RS é hora de buscar caminhos para o próximo período e um VI Congresso Nacional é preciso, para construir uma nova política e uma nova direção, avaliam os dirigentes gaúchos.
Como afirma o presidente estadual, “o PT precisa voltar a reafirmar seus compromissos fundantes. Trazer de volta as lutas como as reformas estruturantes, Agrária, Urbana, Tributária e Política, e em seu bojo o financiamento público de campanha, a taxação das grandes fortunas, e o aprofundamento da democracia”, avalia Ary Vanazzi.

A direção estadual fará o lançamento do Manifesto no dia 27 de outubro, na presença de lideranças do partido para sua divulgação e comprometimento dos petistas.

Leia o Manifesto na íntegra:

 

 

MANIFESTO DO PTRS

O Diretório Estadual do PTRS, reunido com bancadas federal, estadual e lideranças, convoca a militância partidária que combateu nas ruas e nas urnas a aderir ao presente manifesto: – Estamos submetidos e no auge de uma poderosa operação de cerco e tentativa de aniquilamento do PT.
Operação que impôs o impeachment, a maior derrota eleitoral de nossa história e — se não a detivermos — buscará prender Lula e destruir o Partido.
O objetivo da coalizão golpista é, através da destruição da esquerda, abrir caminho para aplicar um programa lesa-pátria contra os direitos sociais, humanos, econômicos e políticos da classe trabalhadora e do povo brasileiro.
A PEC 241 e a mudança no modelo de exploração do Pré-Sal confirmam isto.
O golpe decorre, em alguma medida, de nossos erros e/ou do atraso em tomarmos determinadas decisões, da ausência de uma estratégia adequada ao período, de uma política de alianças superada, do que fizemos ou deixamos de fazer na política econômica e nas chamadas reformas estruturais, no atraso ou na ausência de reação à altura da ofensiva inimiga.
Neste contexto, o Partido precisa debater o que fazer e escolher uma nova direção. Precisamos realizar imediatamente um congresso partidário. Um congresso que tenha início nas bases, no encontro de nossa militância consigo mesma. Um congresso que discuta como recuperar o apoio do PT na classe trabalhadora brasileira, razão de nossa existência como organização e partido político.
É preciso debater como reatar os laços com a classe trabalhadora, através de respostas políticas e organizativas. Com conteúdo e com programa. Com ação prática reconectando o partido com a voz das ruas e dos movimentos sociais na luta por direitos duramente conquistados.
Não basta trocar os dirigentes, é preciso debater a linha política da direção. Por isto é um erro querer primeiro eleger a direção no PED e depois fazer o Congresso. Por isto é um equívoco trocar o debate pelo voto em urna.
A realização de mais um PED não é suficiente. Defendemos a renovação da direção em todos os níveis, a começar pela necessária renovação da direção nacional do PT. Mas quem deve decidir como renovar a direção é um Congresso plenipotenciário do Partido.
O Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul, convoca seus filiados e filiadas a aderir à proposta, urgente e necessária, de realização imediata de um congresso plenipotenciário, isto é, com plenos poderes para atualizarmos e corrigirmos nossa estratégia, programa, tática, política de alianças, organização e métodos de funcionamento interno.
Conclamamos a sociedade e, sobretudo os trabalhadores, trabalhadoras e juventude para a defesa da soberania nacional, dos bens públicos, dos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários ameaçados pela onda conservadora que impôs o golpe e a cassação da Presidenta Dilma, eleita com mais de 54 milhões de votos.

Porto Alegre, 13 de outubro de 2016.