Contra voz das ruas, senadores aprovam ‘PEC do fim do mundo’

PEC 55

Prioridade do governo de Michel Temer, proposta congela os gastos públicos pelos próximos 20 anos; PEC foi aprovada em segundo turno no Senado nesta tarde com 53 votos favoráveis e 16 contrários, apesar do apelo das ruas para que a pauta não passasse; manifestantes foram às ruas nesta terça-feira 13 contra a “PEC do fim do mundo” em ao menos sete estados; segundo pesquisa Datafolha, 60% dos brasileiros são contrários à proposta; senadores votam agora os destaques do texto

Com 53 votos a favor e 16 contra, o Senado aprovou, em segundo turno, o texto-base da PEC do Teto de Gastos (PEC 55/2016). Não houve abstenção.
Antes, por 46 votos contrários, 13 favoráveis e duas abstenções, foram rejeitados os requerimentos de cancelamento, suspensão e transferência da sessão de votação da PEC 55/2016.

PARA O PT
Para o presidente do PT/RS “o Senado, em conluio com o governo golpista e neoliberal de Temer, dá mais um golpe contra os trabalhadores ao aprovar a PEC 241/55. O projeto do PMDB para o País,  com sua política recessiva que destrói o estado, acaba com as políticas públicas para os mais pobres, e seca os investimentos em setores como educação, saúde e assistência social”, lamenta Ary Vanazzi.

“O PT esteve e está nas ruas com sua militância, junto com o povo brasileiro que se posicionou contra a PEC da Morte”, anuncia Ary Vanazzi. “Não vamos parar de denunciar e vamos resistir até mudar os rumos desta pauta neoliberal que ataca os trabalhadores e reduz o Brasil a mero paraíso de financista”, avisa o líder petista.

PARA A JPT
O projeto neoliberal e recessivo, aprovado através da PEC 241/55,  coloca também em xeque o caráter público da educação e atinge diretamente os estudantes, especialmente os estudantes trabalhadores e oriundos da classe trabalhadora. Uma das principais motivações das ocupações, em todo País,  foi a tramitação da PEC 241 e a PEC 55 que agora congelam os investimentos no setor primário como educação, saúde e assistência social.

Com a aprovação da PEC, o sistema educacional público não está apenas sendo estagnado e sim condenado a um sucateamento progressivo de no mínimo duas décadas. Nas universidades e institutos federais, os primeiros atingidos serão os estudantes cotistas e que demandam de assistência estudantil para permanecer na universidade, manifestando portanto, o caráter elitista das medidas e a desigualdade no acesso ao ensino técnico e superior.