Haddad em Porto Alegre: “Não haverá eleições livres se impedirem Lula de concorrer.”

22007587_10208059264639304_8864395254405354001_n
Fernando Haddad, ex-ministro da Educação no governo Lula e ex-prefeito de São Paulo, defendeu o ex-presidente Lula e a volta de um projeto democrático-popular para recuperar o Brasil. Ele falou, agora há pouco no Bar Ocidente, para dezenas de militantes do PT. Haddad tem visitado, a pedido de Lula, universidades e institutos federais criados por todo o País durante os governos petistas, que multiplicaram por cinco o orçamento para a Educação. “Em razão disso, o presidente Lula é conhecido em muitas cidades como o presidente da Educação”, contou Haddad.
Ele citou alguns dados que já havia revelado no encontro com estudantes do IFRS: foram 500 escolas técnicas criadas nos 13 anos antes do Golpe, que atendem a mais de um milhão de estudantes. Significa praticamente um jovem para cada 200 brasileiros/as recebendo ensino de alta qualidade. “O Golpe também está destruindo este patrimônio, apesar da Educação estar na prioridade de 11 entre 10 pessoas. Para que não reste dúvida de a crise que vivemos não é econômica, mas política. É gerada por quem não tem compromisso social nem com o desenvolvimento do país”, comparou o ex-ministro.
Estavam presentes ao ato Tarso Genro, Olívio Dutra, Raul Pont e Miguel Rossetto. Olívio e Tarso elogiaram Haddad e o colocaram como um quadro de peso para representar o Partido em nível nacional. Haddad criticou a parcialidade no tratamento dado a Lula, principalmente por parte do Judiciário e da imprensa, querendo condená-lo “a qualquer custo”. “Se não há materialidade do que acusam o ex-presidente, que o inocentem e deixem que o povo o julgue por meio das urnas. Caso contrário, não haverá eleições livres neste País”, defendeu ele, que segue em agenda até amanhã em Porto Alegre.