A Cultura que o Rio Grande quer

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CAMPANHA DE CONTRIBUIÇÕES PARA O PROGRAMA DE CULTURA DO PT RS PARA A CANDIDATURA DE MIGUEL ROSSETTO

A Setorial de Cultura do PT RS abriu semana passada (e até 10/8) um período de consulta pública para colher sugestões para o programa de cultura da candidatura do companheiro Miguel Rossetto para o Governo do Estado. Como resultado das discussões que a setorial vem promovendo, foram destacados cinco diretrizes principais:

1. PARTICIPAÇÃO, DEMOCRATIZAÇÃO e LIBERDADE DE EXPRESSÃO

2. PRIORIZAÇÃO E FINANCIAMENTO DA CULTURA

3. CULTURA PARA FORTALECER E BENEFICIAR A SOCIEDADE

4. INTERIORIZAÇÃO, MEMÓRIA E RECONHECIMENTO

5. FOMENTO À FORMAÇÃO, À PRODUÇÃO E ÀS EXPRESSÕES ARTÍSTICAS DIVERSAS

 

O campo da cultura assumiu um papel relevante na atual conjuntura brasileira e do mesmo modo tem estado no centro dos embates políticos também no plano estadual e municipal, em especial em Porto Alegre onde os retrocessos promovidos pelo governo tucano são escancarados. Recentemente o prefeito do PSDB enviou à Câmara dos Vereadores um projeto de lei extinguindo os três fundos que por anos fomentaram as atividades culturais e a produção artística local: o Funcultura, o Fumpach e o Fumproarte.

No âmbito nacional, os movimentos culturais foram os primeiros a se manifestarem dentro e fora do país contra a farsa do impeachment, denunciando o golpe. Do mesmo modo, ativistas culturais de diversos grupos repeliram com veemência e atitudes o processo capitaneado pelo governo derrotista de Sartori e do MDB de extinção da Fundação Piratini, instituição mantenedora da TVE e da Rádio FM Cultura, veículos que, ao longo de anos, serviram para valorizar e fortalecer a cultura de todos os gaúchos e gaúchas.

Foram estes movimentos que produziram as primeiras derrotas dos golpistas nos três níveis: o MinC não foi extinto como queria Temer; o Ministério Público impediu a extinção total da Fundação Piratini e Marchezan vem sendo derrotado com seus projetos exterminadores na Câmara Municipal.

Por sua importância na sociedade brasileira e pelo lugar político assumido de vigorosa defesa da democracia, a cultura não pode ser desconsiderada e estar ausente do atualizado projeto de transformação democrática que o Brasil e o Estado do Rio Grande do Sul requerem neste momento.

Também foi a cultura – numa reação do conservadorismo de grupos ultraliberais e fundamentalistas – uma das maiores vítimas do contexto de exceção que se estabeleceu com o golpe e com a ascensão ao poder estadual do governo Sartori emedebista extintor e promotor dos interesses privatistas. Em Porto Alegre assistimos estarrecidos ao fechamento da QueerMuseu, promovida de modo arbitrário por um banco privado sob pressão de grupos de internautas obscurantistas e radicais de direita.

O processo de transformação democrática da sociedade brasileira e rio-grandense que queremos reconquistar nestas eleições deve reagir a este momento triste da nossa história, entendendo a cultura como componente fundamental da luta democrática pela hegemonia dos valores emancipadores, indispensáveis para construir uma nação equânime, livre, fraterna, criativa e respeitosa com sua diversidade social e cultural, com respeito à natureza e dentro das expectativas de desenvolvimento sustentável que nos apresenta a Agenda 2030 e a plataforma dos ODSs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), a Agenda 21 da Cultura e a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da UNESCO.

Importante frisar que a cultura expressa também à luta da sociedade pela consolidação dos direitos humanos, das liberdades e igualdades de gênero, o combate à homofobia, aos racismos e a todas as formas de fascismos que teimam em assombrar os povos e ameaçá-los com mordaça, censura e repressão.

 

SETORIAL DE CULTURA DO PT RS

Mande sua contribuição para o nosso Programa de Governo Estadual para a Cultura no seguinte endereço: cultura,[email protected]