Rossetto defende Estado para todos em painel da Famurs

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O pré-candidato Miguel Rossetto, participou nesta quinta-feira (5) do painel “Desafios RS”, realizado pela FAMURS, durante o 38º Congresso de Municípios do Rio Grande do Sul, realizado no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre. Na oportunidade Rossetto reafirmou seu projeto de mudança para o Rio Grande do Sul, cum Estado desenvolvido, com emprego e trabalho para todos, um Rio Grande onde o Governo volte a funcionar.

“Defendi um Estado desenvolvido, com apoio a agricultura familiar e para a nossa juventude, um Estado onde a população gaúcha não sinta mais medo, e para isso precisa de um serviço de segurança que combata o crime e ofereça segurança ao nosso povo. Defendi o pagamento em dia dos servidores públicos, professores, professoras, que educam nossos filhos, policiais que com o seu trabalho protegem a nossa vida. Uma saúde pública gratuita, integral de qualidade, próxima dos nossos bairros e das nossas comunidades”, destacou Rossetto, reafirmando que este é o Rio Grande que se quer, um Estado que tenha trabalho e emprego e serviços públicos de qualidade para o povo gaúcho.

Durante o painel, Miguel Rossetto e os demais candidatos responderam perguntas sobre Meio Ambiente, Saúde, Educação, Agricultura, Trânsito e Segurança Pública, e ainda uma pergunta direcionada diretamente ao apoio aos municípios, além de suas considerações finais. Rossetto sempre firme em suas convicções, ressaltou que é possível mudar o Estado do Rio Grande do Sul com políticas concretas, e o país, com a volta de Lula à Presidência da República.

Meio Ambiente e Resíduos Sólidos

Sobre o manejo de resíduos sólidos Rossetto destacou a necessidade da preservação ambiental. “Nós temos que favorecer e estimular o ambiente de cooperação, é inaceitável o transporte de resíduos por 200, 300 km, isso é poluidor no ponto de vista do meio ambiente, e para isso precisamos criar condições para que os aterros sanitários adequados estejam localizados próximos das comunidades”, destacou, dizendo que a busca de parcerias e apoio técnico como o da FEPAM, possam estimular a responsabilidade territorial de deslocamento dos resíduos sólidos, reduzindo custos para as nossas prefeituras. Rossetto destacou a necessidade de fortalecimento da CORSAN e cuidado com os agricultores e preservação da produção, negando a utilização de agrotóxicos.

Saúde Pública

Em relação aos serviços e a saúde dos gaúchos, Rossetto foi enfático. “Temos que qualificar o SUS no Rio Grande do Sul, o que é fundamental para o povo gaúcho. Estimular a saúde preventiva, queremos reorganizar o sistema de saúde. Faço uma homenagem aos prefeitos e prefeitas, que com o seu orçamento deveriam responder com 15% na saúde, hoje chegam a 20%, portanto são os municípios que vem sustentando crescentemente a saúde. Quero assumir o compromisso dos 12% do orçamento para a saúde do Rio Grande do Sul, estabelecendo um planejamento de transferência, avançado na atenção básica da saúde, e a capacidade resolutiva. Podemos construir uma grande aliança para a revogação da Emenda Constitucional 95, Estado e Municípios sem a presença da União não tem condições de viabilizar o SUS para seu povo”, destacou.

Educação

“Não existe nem existira educação pública de qualidade se o governo do Estado pagar o salário de seus servidores de forma parcelada por 31 meses. Não há educação sem salário em dia e isso é prioridade, meu primeiro ato de governo é o pagamento em dia daqueles que educam os filhos do nosso povo, como condição de reiniciar o resgate da escola pública do Rio Grande do Sul”, afirmou Rossetto. Ainda conforme Miguel, a estrutura das escolas do Rio Grande do Sul é precária, não há luz, telhado, banheiro, biblioteca, as escolas foram abandonadas pelo atual governo e é preciso compartilhar com os municípios estratégias para a educação de jovens e adultos, um direito fundamental de qualquer cidadão. “De forma irresponsável hoje o Estado faz reajuste fiscal fechando escolas, e isso é inadmissível”, disse.

Política Agrícola

“”Nosso Estado é um grande produtor e nós queremos continuar sendo. Temos uma rica história e tradição na agricultura familiar, no cooperativismo, na produção de alimentos ecologicamente produzidos e queremos que o Estado continue sendo reconhecido como grande produtor de alimentos saudáveis”, ressaltou Rossetto. Miguel lembrou que enquanto ministro teve a alegria de implantar o seguro agrícola, que protegia os agricultores no período de estiagem, mas hoje que infelizmente isso faz parte do passado. Rossetto lembrou ainda do Mais Alimentos, da possibilidade dos agricultores em equipar suas propriedades, a ampliação da política de pesquisa.

“Quero estimular a agroindústria, valorizar a EMATER, garantir que as agroindústrias a partir do Sistema de Inspeção Municipal possam circular nacionalmente a partir do selo de qualidade e definitivamente deixar no passado o bloqueio econômico das grandes empresas que procuram de impedir que as agroindústrias gaúchas possam abastecer o conjunto do mercado gaúcho e brasileiro”, ressaltando sua confiança na capacidade de trabalho dos agricultores do Rio Grande do Sul.

Malha Rodoviária e Segurança Pública

“Os governo Tarso Genro trabalhou muito para garantir recursos para o asfaltamento do acesso aos 104 municípios do Rio Grande do Sul. Fizemos muito e vamos retomar, a EGR é um modelo que deu certo, que infelizmente foi extinta, mas isso nós vamos retomar os conselhos regionais de pedágio, para que a comunidade possa definir os investimentos desta estrutura, além disso vamos fiscalizar e ampliar os investimentos. Temos uma economia exportadora grande e temos que ter uma malha viária capaz de competir e desenvolver nossa economia”, afirmou Rossetto.

Sobre a situação da segurança pública, o pré-candidato destacou que a população gaúcha está com medo e que os índices de criminalidade aumentam a cada dia. “Em três anos, tivemos 80% do aumento de assaltos e roubos, 35% dos assassinatos, o RS hoje é o segundo Estado em número de chacinas do Brasil e isso é obra de uma política de total desestruturação da política de segurança pública. Não se faz segurança com menos policiais, queremos retomar o policiamento comunitário, integrar os serviços e impedir que os crimes aconteçam para que nossa população saia deste clima de terror”.

Por fim, Rossetto disse que em primeiro lugar é preciso que o Estado tenha um governador presente e que defensa os interesses do Estado junto do Governo Federal. “Precisamos recuperar as perdas da Lei Kandir. Precisamos de um governador que cumpra com suas responsabilidades, que pague o salário em dia. Precisamos de um governador que não seja omisso ao seu Estado, que busque a recuperação do Polo Naval, não é aceitável que 25 mil produtores de leite estejam parados, abandonem suas atividades, e que tenha o silencio do governador. É papel do Governador liderar o seu povo, lutar pelo desenvolvimento econômico num ambiente de cooperação com todos os municípios, liderar um projeto de participação popular. Quero governador um projeto de segurança que traga paz, segurança para o nosso povo”, disse.

Texto: Daiane Roldão da Silva – MTB 13.960

Imagens: Ubirajara Machado