Rossetto participa de Painel Eleitoral da ARI

O candidato ao Governo do Estado participou nesta quinta-feira (9) do Painel Eleitoral da Associação Riograndense de Imprensa (ARI). As perguntas, realizadas por jornalistas convidados, foram divididas em cinco temas: administração e finanças, educação, saúde, segurança e comunicação.

Nos primeiros minutos Rossetto apresentou a chapa majoritária, falando da candidata a vice governadora Ana Affonso, que acompanhou o painel; do candidato a reeleição ao Senado, Paulo Paim e da aliança com o PCdoB, com Abigail Pereira também como candidata ao Senado. “Estamos muito felizes em estar caminhando junto do PCdoB, temos um programa que beneficia o povo brasileiro, que reestrutura o Rio Grande do Sul e volta a desenvolver nosso Estado e País”, disse.

Quando perguntado como mobilizar os eleitores desacreditados, Rossetto falou sobre a importância do diálogo. “Precisamos respeitar o eleitor, a soberania está no voto de cada um e cada uma. Quando o golpe aconteceu, este foi um desrespeito enorme com a democracia e ao eleitor. Defendo um governo de participação popular, que dialogue e recupere o respeito aos eleitores. Quando ouvimos o cidadão, acertamos muito mais”.

Rossetto destacou a crise que vive o Rio Grande do Sul e o descaso do atual governo com temas sensíveis como educação, segurança, saúde, a crise que vivem os produtores de leite e o silêncio do governador quanto ao Polo Naval de Rio Grande e São José do Norte.

“Governar é fazer escolhas, principalmente quando existem escolhas. Hoje temos um governo desorganizado, que não escuta nem dialoga com o seu povo. Pagar o salário dos servidores é prioridade, é uma questão de escolha. É preciso organizar o fluxo financeiro, buscar investimentos e resolver gargalos como a dívida do Estado e a Lei Kandir, além dos incentivos fiscais”, destacou.

Rossetto falou ainda que hoje o povo gaúcho vive com medo, já que aumentaram em 80% os roubos e assaltos, em 35% os assassinatos, além de cinco mil policiais a menos nas ruas. “Precisamos, além de pagar os servidores, recuperar o policiamento comunitário, de prevenção, ter uma Polícia Civil com maior capacidade de investigação, com inteligências integradas e fundamentalmente fazer com que as facções criminosas parem de governar os presídios, como acontece atualmente”.

Sobre saúde e educação, Rossetto reafirmou que é preciso oferecer serviços de qualidade. “O povo gaúcho merece um Sistema Único de Saúde eficaz, uma escola com luz, banheiro, com segurança, onde os professores sejam estimulados e tenham seu pagamento em dia. Precisamos acabar com a evasão escolar “.

Perguntado sobre as estratégias da campanha nas redes sociais e a cobertura da imprensa, Rossetto destacou uma comunicação plural e democrática, onde o eleitor possa escolher tranquilamente em quem votar.

“Não quero governar um Estado de exclusão social, quero um Estado onde as pessoas possam viver em paz. Um Rio Grande onde o seu governante apresente iniciativas capazes de recuperar o Estado, onde tenhamos um Banrisul forte, capaz de impulsionar a economia e o desenvolvimento de setores que hoje estão esquecidos”, afirmou, destacando, ainda, que o fechamento de fundações foi um erro gravíssimo e que os atos que puderem ser revogados por ele, certamente serão.

Esteve presente o presidente da ARI, Luiz Adolfo Lino de Souza e participaram os jornalistas Mauren Xavier, do Correio do Povo, Armando Burd, da Rede Pampa e a mediação foi de Ediene Ferigolo, do SBT.

A íntegra da entrevista será divulgada em breve pela ARI.

 

Texto: Daiane Roldão da Silva – MTB 13.960

Foto: Ubirajara Machado